TEPP11: fundo imobiliário paga dividendos de 18,84% ao ano; saiba o valor
O fundo imobiliário TEPP11 apresentou lucro de R$ 3,867 milhões em março, conforme dados divulgados no relatório mensal.
O montante foi formado a partir de receitas de R$ 5,151 milhões no período, enquanto as despesas totais do TEPP11 alcançaram R$ 1,284 milhão.
A distribuição de dividendos do TEPP11 aos cotistas foi de R$ 0,131 por cota no mês. Esse patamar correspondeu a um dividend yield mensal de 1,45% (18,84% ao ano) e, de acordo com a gestão, ficou em linha com os valores projetados para os meses seguintes.
Na comparação apresentada pelo próprio fundo, o TEPP11 aparecia com dividend yield anualizado projetado de 17,8%.
O FII também era negociado a um P/VP de 0,91, indicando desconto em relação ao valor patrimonial, e possuía participação de 0,23% no IFIX.
TEPP11 tem alta na vacância nos últimos meses
O portfólio do fundo imobiliário TEPP11 encerrou março com vacância física de 5,7%, em um nível superior ao observado em períodos anteriores, quando o fundo operava praticamente sem áreas vagas. Já a vacância financeira ficou em 3% ao fim do mês.
Outro ponto observado pela gestão foi a concentração de reajustes contratuais em março. Segundo o relatório, cerca de 18% das receitas de aluguel do fundo passam por atualização anual pela inflação nesse mês.
A composição das receitas do FII TEPP11 segue relativamente distribuída entre os imóveis da carteira.
Torre Sul, Top Center, Edifício GPA e BFL 1355 respondem, cada um, por aproximadamente 19% da receita total do fundo. O Edifício Passarelli representa 14% da receita, enquanto o Edifício Fujitsu responde pelos 9% restantes.
No perfil dos contratos, o fundo encerrou março com WAULT de 5 anos, nível considerado confortável pela gestão. Um dos principais destaques é o contrato do Edifício GPA, que tem natureza atípica e prazo remanescente de 13,1 anos.
A maior parte da receita contratada está vinculada ao IPCA, índice responsável por 78,1% dos reajustes do portfólio. Os contratos corrigidos pelo IGP-M representam os outros 21,9%.
A carteira de inquilinos do fundo TEPP11 também mantém exposição a diferentes segmentos econômicos. O setor de tecnologia ocupa a maior fatia da receita, com 20,19%. Em seguida aparecem varejo, com 19,13%, agroindústria, com 18,25%, e serviços, com 17,39%.
O cronograma de vencimentos contratuais permanece com baixa concentração no curto prazo. Os maiores volumes de receita a vencer estão em 2027, com 21% dos contratos, e em 2039, com participação de 18%. Ao fim de março, o TEPP11 tinha apenas quatro negociações revisionais em andamento.