Fundo imobiliário paga dividendos de 13,86% ao ano e eleva resultados; veja valores
O fundo imobiliário XPCI11 encerrou maio com resultado líquido de R$ 8,344 milhões, mantendo uma trajetória de crescimento.
O número do XPCI11 foi sustentado por receitas de R$ 9,039 milhões, originadas em sua maior parte das operações de CRI, frente a despesas totais de R$ 694 mil no período.
Sob o regime de caixa, os rendimentos e ganhos de capital apurados no mês somaram R$ 0,96 por cota, o equivalente a R$ 8,30 milhões.
A carteira de CRIs foi disparada a principal fonte desse resultado, contribuindo com R$ 8,27 milhões, enquanto a parcela investida em FIIs gerou R$ 470 mil.
O fundo XPCI11 encerrou maio com uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 4,73 milhões, valor que corresponde a R$ 0,54 por cota e funciona como colchão para distribuições futuras.
Com base nesse resultado, o fundo imobiliário XPCI11 distribuiu R$ 0,93 por cota, valor pago em 15 de junho aos investidores que estavam posicionados no fundo em 29 de maio.
O montante representou um yield anualizado de 13,86% considerando a cota de fechamento, percentual que sobe para 16,48% quando aplicado o gross-up de 15% referente ao imposto de renda.
Como ocorre com a maioria dos FIIs, os rendimentos do XPCI11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, respeitadas as condições da legislação.
Carteira do XPCI11 sem grandes mudanças no mês
Não houve movimentações relevantes na composição do FII XPCI11 ao longo de maio. O portfólio terminou o período com 46 CRIs e três FIIs, somando R$ 737,42 milhões aplicados na estratégia do fundo, além de R$ 37 milhões em ativos de liquidez.
A alocação permanece fortemente concentrada em CRIs, que respondem por 88,70% do total. Na sequência aparecem os FIIs (6,07%), a posição de liquidez (4,76%) e as debêntures (0,48%).
Dentro da parcela em fundos imobiliários, o GARE11 é a posição dominante, com 78,54% desse book e dividend yield anualizado de 12,60%, acompanhado pelo GCRI11 (11,53%, com DY de 16,06%) e pelo PSEC11 (9,93%, com DY de 12,01%). Juntos, esses fundos representam cerca de 6,17% do patrimônio líquido.
A carteira de CRIs do fundo XPCI11 é majoritariamente atrelada ao IPCA, índice que indexa 91% das operações, enquanto os 9% restantes seguem o CDI.
Em relação ao tipo de crédito, o segmento corporativo predomina com 69%, seguido pelo crédito pulverizado comercial (16%) e residencial (15%). Na ponta das securitizadoras, a OPEA concentra 70% das operações, à frente de BARI (12%) e RIZA (9%).
Pelo recorte setorial, o varejo alimentício lidera a exposição com 31% na carteira do XPCI11, seguido por incorporação vertical (16%) e shoppings (14%).