XPCA11: Fiagro mais que dobra resultado e entrega yield de 1,46%
O Fiagro XPCA11 encerrou maio com resultado em regime de caixa de R$ 6,215 milhões, 151% acima do mês anterior. O número foi sustentado por receitas de CRA de R$ 6,484 milhões, descontadas despesas de R$ 421 mil no período.
A distribuição do mês foi de R$ 0,10 por cota, o que corresponde a um yield mensal de 1,46%. O resultado contábil, por sua vez, ficou em R$ 0,1102 por cota. Foi sobre essa geração que se apoiaram os rendimentos do XPCA11 referentes a maio.
Ao fim do mês, o patrimônio líquido estava alocado em 66,7% em CRAs, 24,4% em cotas de FIDC Fiagro, 1,8% em CRI Agro e 7,1% em caixa.
A gestão informou ter operações em diligência para alocar o caixa remanescente e destacou que a carteira segue saudável, sem novas remarcações.
O portfólio do Fiagro XPCA11 apresenta spread médio de R$ 776 mil e duration média de 1,62 ano, e não passou por movimentações relevantes no período.
Composição da carteira do Fiagro XPCA11
Por indexador, 88,1% da carteira está atrelada ao CDI, com taxa média de aquisição de 3,92% ao ano e taxa MTM de 2,93% ao ano. Os ativos em IPCA somam 11,9%, com aquisição média de 8,86% ao ano e MTM de 10,56% ao ano.
Entre as posições em FIDC, o fundo detém R$ 31,09 milhões no OPI Crédito Agrícola Fiagro I, com duration média de 1,16 ano.
As operações são indexadas ao CDI+, com taxas de emissão entre 4,50% e 5,50%, além de uma operação com excesso de spread (XPRA), e vencimentos distribuídos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2031.
No OPI Crédito Agrícola Fiagro II, o fundo XPCA11 tem volume de R$ 29,45 milhões e duration média de 1,35 ano, com todas as operações indexadas ao CDI+, taxas de emissão entre 2,50% e 2,70% e vencimentos entre abril de 2028 e agosto de 2030.
As posições incluem Produtor Rural II Pecuária (38,1% do PL), Agrícola Wehrmann (27,2%), Produtor Rural I Pecuária (19,1%) e Itaú Soberano RF Simples FC (15,6%).
Por setor, a carteira se distribui entre indústria alimentícia (17,1%), usina de açúcar e etanol (15,1%), outros segmentos como higiene e limpeza, maquinário, logística e siderurgia (13,6%), cooperativas (11,6%), etanol de milho (8,4%), revendas (8,4%), grãos (7,5%), insumos (6,6%), cana (6,1%) e pecuária (5,6%).
Geograficamente, o Mato Grosso concentra 25,9% da carteira, seguido por Minas Gerais (17,2%), São Paulo (13,5%), Goiás (12,7%) e Mato Grosso do Sul (12,4%), distribuição que aumenta a diversificação do XPCA11.