GGRC11 movimenta quase R$ 12 milhões na Bolsa após concluir oferta bilionária
O fundo imobiliário GGRC11 voltou a figurar entre os fundos imobiliários mais negociados da B3 nesta segunda-feira, ao movimentar R$ 11,9 milhões em volume financeiro, refletindo a elevada liquidez do ativo após a conclusão de sua 11ª emissão de cotas.
As cotas encerraram o pregão cotadas a R$ 9,68, com leve recuo de 0,10%, em um dia marcado por forte giro de negociações no mercado secundário.
O desempenho ocorre poucos dias depois de o fundo concluir uma das maiores ofertas recentes da indústria de fundos imobiliários. Ao todo, o GGRC11 captou R$ 1,48 bilhão, encerrando a emissão após atingir integralmente o volume planejado.
No terceiro e último período de subscrição, foram integralizadas 65.326.855 cotas, movimentando R$ 734,5 milhões. Considerando todas as etapas da operação, a emissão somou 131.901.519 cotas, totalizando R$ 1.483.511.002,94.
Com a conclusão da oferta, o fundo amplia sua capacidade de executar novas aquisições e dar continuidade à estratégia de expansão do portfólio logístico, que vem sendo intensificada nos últimos meses.
Emissão do GGRC11 fortalece capacidade de investimento
Segundo o administrador, a oferta foi encerrada com a colocação integral das cotas disponibilizadas ao mercado, confirmando a captação do montante máximo previsto.
Os recursos reforçam o caixa do GGRC11 para novas aquisições de ativos logísticos e industriais, segmento em que o fundo tem ampliado sua atuação por meio de operações de gestão ativa.
Nas últimas semanas, o GGRC11 anunciou a compra de novos empreendimentos logísticos, incluindo ativos em desenvolvimento e imóveis de padrão Triple A, consolidando sua estratégia de expansão e diversificação do portfólio.
Como é a carteira do FII?
O patrimônio do fundo está distribuído em 38 imóveis, que juntos passam de 786 mil metros quadrados de área bruta locável e abrigam 44 inquilinos, com prazo médio de contratos (WAULT) de 4,06 anos.
A tipologia é dominada pela logística, com 70,12%, à frente dos ativos híbridos (16,35%) e dos industriais (13,53%). Praticamente não há espaço vazio, já que a ocupação física do fundo imobiliário GGRC11 chega a 99,81%, o que deixa a vacância em apenas 0,19%.
Do total dos contratos, 86,15% são atípicos e só 13,85% típicos. Entre os locatários, o comércio varejista aparece à frente, com 30,92%, seguido pelo setor de máquinas, equipamentos, veículos e peças (28,82%), por alimentos e bebidas (17,28%) e por química e petroquímica (11,19%).
Completam a lista metalurgia e siderurgia (3,82%), tecnologia (2,98%), agronegócio (2,57%) e têxtil (2,43%). A locação média do portfólio está cerca de 21,32% abaixo da média nacional dos preços pedidos, cálculo que leva em conta o novo inventário e galpões especulativos.
Rentabilidade total
Desde a estreia, em abril de 2017, o FII GGRC11 acumula rentabilidade total de 96,66%, acima dos 90,46% do IFIX no mesmo intervalo. Em termos líquidos, o retorno equivale a 96,37% do CDI líquido e a 161,69% do IPCA no período.
O grande destaque de mercado veio do volume. Em maio, foram negociadas 19,851 milhões de cotas, com giro médio diário de aproximadamente R$ 10,1 milhões e total de cerca de R$ 201,3 milhões no mês, a maior movimentação mensal da história do fundo.
A base de investidores subiu para 356.495 cotistas, com ingresso líquido de 14.803 novos nomes no período, o que coloca o fundo GGRC11 entre os dez maiores FIIs do mercado em número de cotistas.
Ao longo de dez emissões, o fundo já colocou mais de 214 milhões de cotas. A cota patrimonial está em R$ 11,02, com patrimônio líquido de R$ 2,363 bilhões, enquanto o valor de mercado do GGRC11 soma R$ 2,174 bilhões.