SNEL11: Brasil entra no top 3 mundial em economia com renováveis
O Brasil consolidou sua posição entre os principais mercados globais de energia renovável em 2025. Segundo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o país foi o terceiro que mais economizou no mundo ao substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis, com uma redução estimada de US$ 32,4 bilhões nos gastos com petróleo, gás e carvão.
O resultado colocou o Brasil atrás apenas da China, que economizou US$ 177 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 35 bilhões. Na sequência aparecem Índia e Alemanha, ambas com US$ 18 bilhões, seguidas pelo Japão, com US$ 15 bilhões.
Segundo a IRENA, a expansão das fontes renováveis passou a desempenhar um papel estratégico não apenas na redução dos custos de geração de energia, mas também na segurança energética dos países, reduzindo a exposição às oscilações dos preços internacionais dos combustíveis fósseis.
A entidade destaca que esse efeito ficou evidente durante os episódios de tensão geopolítica registrados neste ano, quando interrupções temporárias em rotas estratégicas de petróleo provocaram forte volatilidade nos preços internacionais da energia.
Avanço das renováveis favorece ambiente para FIIs
O cenário acompanha a estratégia do SNEL11, fundo imobiliário especializado em infraestrutura de energia solar distribuída, que vem ampliando seu portfólio de usinas fotovoltaicas em diferentes regiões do país.
Neste ano, o fundo concluiu a aquisição de 20 usinas solares, adicionando 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio em uma operação de aproximadamente R$ 436 milhões. Além disso, o SNEL11 conduz sua quinta emissão de cotas, que pode captar até R$ 2,3 bilhões para financiar novos investimentos em ativos de geração renovável.
Embora o levantamento da IRENA não tenha impacto direto sobre o desempenho do fundo, ele reforça os fundamentos de longo prazo para o setor de energia limpa no Brasil.
A crescente participação das fontes renováveis na matriz elétrica fortalece a demanda por investimentos em infraestrutura de geração distribuída, segmento em que o SNEL11 atua.
Oferta do SNEL11 pode ampliar patrimônio para R$ 3,29 bi
Recentemente, o SNEL11 abriu uma nova oferta. De acordo com o prospecto da oferta, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.
A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeito às etapas regulatórias e de mercado.
Junho teve maior volume de negociação da história do FII
O fundo fechou junho com o maior volume de negociações desde o seu lançamento. Segundo dados da gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o veículo no período.
O aumento da liquidez coincidiu com a ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, o fundo registrou a entrada de 17.327 novos cotistas, enquanto 4.966 investidores deixaram o FII. O saldo líquido foi de 12.361 novos cotistas no intervalo apurado.