HFOF11 lucra R$ 12,6 milhões e supera o IFIX com retorno de 22,2%

HFOF11 lucra R$ 12,6 milhões e supera o IFIX com retorno de 22,2%
HFOF11 lucra R$ 12,6 milhões e supera o IFIX com retorno de 22,2%. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário HFOF11 fechou junho com resultado de R$ 12,614 milhões, mesmo patamar do mês anterior. As receitas totais somaram R$ 13,749 milhões e as despesas ficaram em R$ 801 mil no período.

A distribuição da competência foi de R$ 0,060 por cota, com pagamento previsto para 14 de julho de 2026 aos detentores de cotas em 30 de junho. Sobre o fechamento de junho, de R$ 6,55, os rendimentos do HFOF11 equivalem a um dividend yield mensal de aproximadamente 0,91%.

O programa de recompra de cotas do HFOF11

Desde o início do programa, o fundo imobiliário HFOF11 adquiriu e cancelou 11,523 milhões de cotas com desconto médio de 16,8%, aplicando R$ 74,4 milhões para cancelar cotas cujo valor patrimonial somava R$ 89,4 milhões. A operação representou um ganho de 20,2% sobre o capital empregado.

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Só em junho, foram recomprados R$ 4,85 milhões em cotas, com desconto médio de 16,42% em relação ao valor patrimonial, o que permitiu cancelar papéis de R$ 5,80 milhões em valor patrimonial, um ganho de 19,6% sobre o investido.

O efeito apareceu no FFO por cota, que subiu para R$ 0,0588 no segundo trimestre de 2026, ante R$ 0,0575 no mesmo período de 2025, antes das recompras. O resultado acumulado do FII HFOF11, que era de R$ 0,0699 por cota, foi elevado a R$ 0,0735 por cota apenas pelo efeito das recompras, e fechou o semestre em R$ 0,0866 por cota já considerando as demais movimentações da carteira.

No mês, o fundo movimentou R$ 13,6 milhões, sendo R$ 5,8 milhões em compras, com destaque para a finalização do programa de recompra, e R$ 7,8 milhões em vendas. Nos últimos 12 meses, o giro entre compras e vendas somou R$ 371,4 milhões, o equivalente a 22,1% do patrimônio líquido.

A carteira do fundo HFOF11 está distribuída entre fundos imobiliários (97,7%) e renda fixa (2,3%). Por estratégia, 57% está voltado à geração de renda, 24% a ganho de capital e 19% combina as duas abordagens. As cinco maiores posições são HLOG11 (14,5% do patrimônio líquido), HGBS11 (12,9%), HREC11 (10,2%), TVRI11 (9,9%) e HAAA11 (9,4%).

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No mercado secundário, o fundo registrou retorno de 22,2% no período analisado, ante 9,3% do IFIX e 9,8% dos FOFs e hedge funds que compõem o índice.

Sobre o mercado de emissões, o volume captado em 2026 chegou a R$ 35,7 bilhões, dos quais R$ 21,2 bilhões em novos recursos. Por segmento, as captações se concentram em CRI (45%), logístico (18%), outros (11%), corporativo (10%), desenvolvimento (9%), shopping (5%) e FOF (2%). 

O pipeline de ofertas em junho soma R$ 29,5 bilhões, dividido entre outros (29%), CRI (27%), logístico (11%), renda urbana (10%), FOF (9%), shopping (7%) e desenvolvimento (6%).

A gestão do HFOF11 ressaltou que esses números incluem o impacto de emissões em processos de consolidação de fundos e duplas contagens, e estimou que os novos recursos efetivos ficam mais próximos de R$ 21,2 bilhões.

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