SNEL11 avança 0,36% em meio a marca histórica da energia solar; Brasil supera 50 GW em geração distribuída
As cotas do SNEL11 encerraram o pregão desta terça-feira cotadas a R$ 8,40, alta de 0,36%, em um dia de valorização para o fundo voltado ao setor de infraestrutura energética. O movimento ocorreu em meio a uma notícia considerada histórica para o mercado brasileiro de energia solar.
O Brasil ultrapassou a marca de 50 gigawatts (GW) de potência instalada em geração distribuída (GD), segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O volume representa um novo patamar para um segmento que, há pouco mais de seis anos, comemorava a chegada ao primeiro gigawatt instalado.
O avanço reflete uma combinação de fatores, como a redução do custo dos equipamentos, a evolução tecnológica dos painéis solares e o aumento da adoção da energia fotovoltaica por consumidores residenciais, rurais, comerciais e industriais.
Ao longo desse período, a geração distribuída deixou de ser um nicho para se tornar um dos principais vetores de expansão da matriz elétrica brasileira, impulsionando investimentos em geração renovável e infraestrutura energética.
Embora a valorização do SNEL11 não possa ser atribuída diretamente ao anúncio, a expansão da energia solar reforça o cenário estrutural favorável para empresas e ativos ligados ao setor de geração renovável.
Expansão da energia solar transforma o mercado brasileiro
A marca de 50 GW representa milhões de sistemas fotovoltaicos instalados em telhados, propriedades rurais, empresas e pequenos empreendimentos espalhados pelo país.
O crescimento foi acompanhado pelo desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, envolvendo fabricantes de módulos, distribuidores, projetistas, engenheiros, eletricistas e empresas responsáveis pela instalação dos sistemas.
Nos últimos anos, a evolução tecnológica também permitiu o aumento da eficiência dos equipamentos. Em 2019, por exemplo, os módulos solares mais comercializados ainda não alcançavam potência de 400 watts, enquanto atualmente equipamentos mais eficientes passaram a dominar o mercado.
Além disso, soluções híbridas e sistemas de armazenamento de energia ganharam espaço, ampliando as possibilidades de utilização da geração distribuída em diferentes perfis de consumidores.
Na avaliação do setor, esse conjunto de fatores consolidou a energia solar como uma das principais fontes de investimento em infraestrutura energética no país.
Emissão do SNEL11 pode triplicar patrimônio e multiplicar número de projetos
De acordo com o prospecto da oferta do SNEL11, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.
A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeito às etapas regulatórias e de mercado.