Energia solar deve liderar expansão global até 2030; cenário favorável ao SNEL11
A expansão acelerada da geração de energia renovável deverá transformar o mercado global de eletricidade até o fim da década. Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (AIE), as fontes renováveis deverão responder pela maior parte do crescimento da oferta mundial de energia entre 2026 e 2030, movimento que reforça as perspectivas para empresas e ativos ligados ao segmento, como os projetos acompanhados pelo fundo imobiliário SNEL11.
De acordo com a atualização do relatório Electricity 2026, a geração renovável deverá avançar cerca de 1.000 TWh por ano no período, sendo que mais de 600 TWh virão da energia solar fotovoltaica.
A expectativa da agência é que, até 2030, as fontes renováveis e a energia nuclear respondam juntas por aproximadamente 50% da geração global de eletricidade, refletindo a aceleração da transição energética em diversos países.
A AIE destaca ainda que a geração renovável praticamente igualou a produção de energia a carvão em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento da energia solar. A previsão é que esse segmento mantenha uma expansão média de 8% ao ano até o fim da década.
Embora o SNEL11 invista em ativos brasileiros de geração distribuída de energia solar, e não em projetos internacionais, o avanço global da tecnologia e da cadeia produtiva tende a favorecer o setor no longo prazo, especialmente com a redução de custos e o amadurecimento do mercado.
Data centers e eletrificação impulsionam demanda por energia
Além da expansão da oferta, a AIE projeta um aumento significativo do consumo mundial de eletricidade. A demanda global deverá crescer, em média, 3,6% ao ano entre 2026 e 2030, ritmo cerca de 50% superior ao registrado na década anterior.
Segundo a agência, esse avanço será sustentado principalmente pela eletrificação da economia, com destaque para a expansão da indústria, da frota de veículos elétricos, dos sistemas de climatização e, sobretudo, da inteligência artificial e dos data centers.
A China continuará liderando esse crescimento, concentrando cerca de metade da expansão mundial da demanda até 2030. Índia e países do Sudeste Asiático também devem ampliar sua participação, enquanto economias desenvolvidas voltam a registrar aumento no consumo após anos de estabilidade.
Armazenamento de energia ganha protagonismo na transição energética
O estudo também aponta que a expansão das fontes renováveis aumenta a necessidade de soluções capazes de garantir maior estabilidade aos sistemas elétricos. Nesse contexto, os sistemas de armazenamento em baterias passam a desempenhar um papel cada vez mais relevante.
A implantação de baterias em escala comercial vem acelerando em mercados como Califórnia, Texas, Alemanha, Reino Unido e Austrália do Sul, impulsionada pela redução dos custos da tecnologia e pelo crescimento da participação da energia solar e eólica na matriz elétrica.
Emissão do SNEL11 pode triplicar patrimônio e multiplicar número de projetos
De acordo com o prospecto da oferta do SNEL11, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.
A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeito às etapas regulatórias e de mercado.
Junho teve maior volume de negociação da história do FII
O fundo fechou junho com o maior volume de negociações desde o seu lançamento. Segundo dados da gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o veículo no período.
O aumento da liquidez coincidiu com a ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, o fundo registrou a entrada de 17.327 novos cotistas, enquanto 4.966 investidores deixaram o FII. O saldo líquido foi de 12.361 novos cotistas no intervalo apurado.