Após captar 1 bilhão, SNEL11 bate recorde de cotistas e negocia quase 20 milhões no dia
O fundo imobiliário SNEL11 vem ganhando escala e liquidez após concluir sua quinta emissão de cotas, que movimentou R$ 1,01 bilhão. A liquidez também passa a chamar atenção.
No pregão desta quinta-feira, o volume negociado foi de R$ 19,87 milhões, sinalizando uma movimentação expressiva das cotas no mercado secundário.
O movimento também veio acompanhado de uma forte expansão da base de investidores. O fundo alcançou aproximadamente 127 mil cotistas, contra 37.520 registrados um ano antes. Isso representa um crescimento superior a três vezes no período e coloca o SNEL11 em uma nova escala dentro do segmento de energia renovável.
Vale ressaltar que a quinta emissão também trouxe uma participação relevante de investidores institucionais: dos 424 subscritores, fundos de investimento responderam por cerca de 52,7 milhões das novas cotas. O dado mostra que a captação não ficou restrita ao investidor pessoa física e adicionou diferentes perfis à base do fundo.
SNEL11: capital novo acelera estratégia de expansão
Com o novo capital, a estratégia do SNEL11 passa a mirar principalmente usinas solares já operacionais, em vez de concentrar os recursos na construção de projetos do zero.
A preferência por ativos em funcionamento permite avaliar empreendimentos que já possuem histórico de geração e, em alguns casos, contratos de comercialização ou locação estabelecidos.
A gestão pretende utilizar a nova capacidade financeira para ampliar a potência instalada do fundo. O portfólio, que gira em torno de 150 MWp considerando os ativos atuais, poderá chegar a aproximadamente 400 MWp caso o plano de expansão seja executado integralmente.
Na prática, o R$ 1 bilhão levantado representa mais do que um aumento de patrimônio. O capital cria poder de negociação para a gestão, que passa a ter condições de analisar oportunidades maiores e buscar uma carteira com escala suficiente para diluir custos e diversificar sua exposição entre diferentes usinas e contratos.
Resultado e valorização dos ativos entram no radar
Enquanto amplia sua estrutura, o SNEL11 também apresentou resultados operacionais relevantes. Em julho, o fundo registrou R$ 13,36 milhões em resultado distribuível, enquanto parte dos ativos adquiridos em emissões anteriores passou por reavaliação positiva.
O valor justo desse conjunto de imóveis avançou 11,2% entre dezembro de 2025 e julho de 2026, passando de aproximadamente R$ 279,3 milhões para R$ 310,5 milhões. A valorização não foi uniforme: São Bento, Liberdade e Catena apresentaram as maiores altas, enquanto Pains e Pirassununga tiveram pequenas revisões negativas.
O desempenho mostra que a expansão do fundo ocorre em duas frentes. De um lado, há o crescimento por meio de novas captações e aquisição de empreendimentos; de outro, os ativos que já integram a carteira podem apresentar valorização conforme suas características operacionais e as condições de mercado.
A ocupação das usinas também vem sendo trabalhada pela gestão. Em Várzea 2 e 3, foram contratados 2,65 MWp de capacidade pela Setta Energia, enquanto Matozinhos 1 passou por uma troca de locatário, com a entrada da Ultra Energia. Os contratos contam com mecanismos destinados a preservar a geração de receita durante os períodos de transição.