O fundo imobiliário SNEL11 registrou R$ 13,36 milhões em resultado distribuível em julho de 2026, enquanto o valor justo dos imóveis adquiridos na segunda e terceira emissões apresentou valorização de 11,2% desde dezembro do ano passado. Segundo o relatório gerencial, os ativos passaram de R$ 279,26 milhões para R$ 310,50 milhões no período.

A reavaliação foi realizada com base em laudos de avaliação e mostrou desempenho positivo na maior parte dos projetos. Os principais destaques foram as usinas São Bento, com valorização de 21%, Liberdade, com alta de 18,5%, e Catena, que teve aumento de 13,6% no valor atribuído.

Na outra ponta, Pains e Pirassununga foram os únicos ativos que apresentaram revisão negativa. Os valores tiveram variações de -0,9% e -9,7%, respectivamente, refletindo características específicas de desempenho e das premissas utilizadas nas avaliações de cada empreendimento.

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Além da valorização dos ativos, o fundo avançou na ocupação de parte de seu portfólio de geração solar. O SNEL11 celebrou dois contratos de locação com a Setta Energia para 2,65 MWp de capacidade das usinas Várzea 2 e 3, o equivalente a aproximadamente 43,5% da capacidade total do projeto.

Os contratos foram firmados no modelo Take or Pay, têm prazo de cinco anos e preveem o diferimento dos seis primeiros aluguéis. Os valores serão pagos em parcelas mensais e iguais entre o 20º e o 31º mês, enquanto a geração de caixa durante o período será sustentada pelo mecanismo de Renda Mínima Garantida (RMG) previsto na aquisição do ativo.

SNEL11 amplia ocupação e mantém receita protegida durante transição

Outro movimento relevante ocorreu na UFV Matozinhos 1, que teve seu contrato de locação transferido da Enercooper para a Ultra Energia. A mudança aconteceu após o pedido de rescisão do contrato anterior, cujos débitos e multa contratual já estão em processo de cobrança.

O novo contrato firmado com a Ultra Energia tem prazo de três anos, renovável por igual período, e foi estruturado no modelo de energia compensada. De acordo com a gestão, a nova locatária possui demanda imediata pela capacidade integral da usina, o que deve permitir um período curto de ramp-up.

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A operação também reduz a exposição a um eventual período de ociosidade do ativo durante a troca de locatário. Isso porque o projeto permanece coberto pela RMG, mecanismo que garante estabilidade à geração de caixa enquanto ocorre a transição.

Com as duas movimentações, o fundo passa a contar com novos contratos para parte da capacidade de Várzea 2 e 3 e para a totalidade de Matozinhos 1. A estratégia preserva a geração de receita dos empreendimentos enquanto a gestão avança na ocupação de sua capacidade.

FII alcança 127 mil cotistas após forte crescimento da base em 12 meses

O SNEL11 alcançou a marca de 127 mil cotistas, reforçando a expansão da base de investidores ao longo do último ano.

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Há 12 meses, o fundo contava com 37.520 investidores. Desde então, o número saltou para 127 mil, o que representa um crescimento de aproximadamente 238,5%. Na prática, a quantidade de cotistas mais do que triplicou no período.

O avanço corresponde à entrada de cerca de 89,5 mil novos investidores em um intervalo de 12 meses. O movimento amplia a presença do SNEL11 entre os fundos imobiliários voltados à geração de renda por meio de ativos de energia solar.

Com a nova captação, a Suno Asset pretende ampliar a capacidade instalada do fundo dos atuais 150 MWp para até 400 MWp, adicionando até 250 MWp ao portfólio por meio principalmente da aquisição de ativos operacionais.

A combinação entre forte crescimento da base de cotistas e aumento da escala patrimonial coloca o SNEL11 em uma nova fase de expansão, com mais capital disponível para buscar oportunidades no mercado de geração distribuída.