SNCI11 lucra R$ 4,8 milhões em junho e mira novos investimentos

SNCI11 lucra R$ 4,8 milhões em junho e mira novos investimentos
FII SNCI11 lucra R$ 4,8 milhões em junho e mira novos investimentos. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário (FII) SNCI11 registrou em junho um resultado líquido de R$ 4,83 milhões e manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota, em linha com o guidance divulgado para o terceiro trimestre de 2026, que prevê pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota.

Considerando o preço de fechamento de R$ 86,00, o fundo registrou dividend yield anualizado de 13,95%. As cotas encerraram o mês negociadas a 0,89 vez o valor patrimonial (P/VP), enquanto o valor patrimonial por cota ficou em R$ 96,53.

Após a distribuição, o SNCI11 acumulava R$ 0,35 por cota em resultados retidos, reforçando a previsibilidade dos dividendos. A gestora também anunciou uma nova distribuição de R$ 1,00 por cota referente ao mês de julho.

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No mercado secundário, a rentabilidade ajustada do fundo foi de -2,16% em junho, desempenho inferior ao do IFIX, que recuou 1,21% no período. Segundo a gestão, a reprecificação dos FIIs refletiu mudanças nas expectativas para a Selic e a inflação, além da abertura dos spreads de crédito e de eventos específicos envolvendo fundos de papel.

Apesar do desempenho mensal negativo, o SNCI11 acumulou rentabilidade ajustada de 11,42% nos últimos 12 meses, acima do IFIX (9,96%), do IFIX Papel (9,85%) e da média dos fundos comparáveis (11,03%), segundo a gestora.

Gestão amplia investimentos na carteira de crédito

Durante junho, o SNCI11 ampliou sua carteira de crédito com a aquisição de R$ 8,25 milhões do CRI Oliveira, operação estruturada para financiar a pré-incorporação de um empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida em Sorocaba (SP). O ativo oferece remuneração de IPCA + 12,68% ao ano e poderá receber um novo aporte de aproximadamente R$ 8 milhões nos próximos meses.

Outra movimentação relevante foi a aquisição de R$ 24 milhões em ações da Gafisa, realizada dentro de uma operação estruturada destinada a fornecer liquidez para a conclusão das obras do empreendimento We Sorocaba, lastro do CRI Gafisa Sorocaba. De acordo com a gestora, cerca de 60% desse volume já foi alienado sem geração de prejuízo para o fundo.

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O SNCI11 também investiu R$ 26,5 milhões em um fundo imobiliário de desenvolvimento residencial em São Paulo por meio de uma operação compromissada com remuneração de CDI + 2%, estratégia utilizada para fornecer liquidez temporária ao investidor final do veículo.

No lado das vendas, o fundo negociou aproximadamente R$ 59,9 milhões em CRIs, incluindo operações como AXS 3, WIMO, WIMO IV, Copagril, Mitre 2025, GF6 e Opy Health. Parte desses ativos, equivalente a cerca de R$ 40,3 milhões, já havia sido recomprada no início de julho, enquanto o restante deverá retornar ao portfólio nos próximos meses.

Como resultado dessas movimentações, o fundo encerrou junho com R$ 31 milhões em caixa, equivalentes a 7,65% do patrimônio líquido, e manteve alavancagem líquida negativa de 7,12% do PL, permanecendo como credor líquido em operações compromissadas.

SNCI11 monitora quatro operações de crédito

A gestão informou que o SNCI11 segue acompanhando de perto quatro ativos classificados em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior. Juntos, esses créditos representam 6,91% do patrimônio líquido do fundo.

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Segundo a gestora, esforços continuam sendo realizados para recuperar esses ativos, fator considerado importante para a evolução da rentabilidade e da precificação das cotas nos próximos meses.

Além da gestão dos créditos problemáticos, o fundo mantém um pipeline de novas operações. Entre elas estão um aporte de até R$ 2 milhões em uma nova série do CRI LocPay Sênior, com remuneração esperada de CDI + 5,50%, previsto para julho.

Novos aportes em agosto

Para agosto, a expectativa é concluir novos investimentos, incluindo até R$ 10 milhões em um CRI para término de obras em Vila Velha (ES), remunerado a CDI + 6%, além de até R$ 9 milhões em uma operação para aquisição de terreno voltada à incorporação imobiliária, com retorno estimado de IPCA + 12,68%, além de participação adicional nos resultados do projeto.

A gestora também avalia novos aportes nas operações Bit Barueri e MZM, reforçando a estratégia de reciclagem e diversificação da carteira, ao mesmo tempo em que busca manter a previsibilidade dos rendimentos distribuídos aos cotistas.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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