Fundo imobiliário volta a ter atraso no aluguel e CPTS11 paga dividendos de 115,9% do CDI; veja as mais lidas

Fundo imobiliário volta a ter atraso no aluguel e CPTS11 paga dividendos de 115,9% do CDI; veja as mais lidas
Fundo imobiliário volta a ter atraso no aluguel e CPTS11 paga dividendos de 115,9% do CDI. Foto: Pixabay

A notícia mais lida da semana foi sobre o fundo imobiliário TRCO11, que voltou a registrar atraso no pagamento do aluguel pela mesma locatária, agora referente a agosto.

Outro destaque foi o CPTS11, que distribuiu dividendos equivalentes a 115,9% do CDI no resultado de julho.

O Fiagro VGIA11 também apareceu entre os mais acessados, ao lucrar R$ 10,4 milhões e pagar rendimentos de CDI mais 1,7% ao ano.

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Na sequência, o CPLG11 negociou a venda de quase R$ 1 bilhão em ativos e pode ficar sem imóveis no portfólio.

Por fim, um novo contrato bilionário de energia solar do Google reacendeu a tese de fundos como o SNEL11.

Veja a seguir um resumo de cada notícia que ficou na lista de mais lidas da semana do mercado de FIIs e Fiagros.

1. Fundo imobiliário volta a registrar atraso no pagamento de aluguel

O fundo imobiliário TRCO11 informou que a BM Varejo, locatária do imóvel do fundo, não pagou o aluguel referente a agosto dentro do prazo. A administradora Ouribank comunicou que fará a cobrança da multa e dos demais encargos previstos no contrato.

O novo episódio chama atenção pelo histórico recente. A mesma inquilina já havia atrasado os aluguéis de junho e julho, ambos regularizados depois, com multa de 5% e juros de 1% ao mês. Este é o terceiro atraso seguido do fundo.

Mesmo com as pendências, o imóvel, formado por lajes corporativas da Torre Rio Claro Offices, em São Paulo, estava totalmente ocupado em julho. O fundo vinha usando a receita de locação para honrar compromissos ligados à compra do próprio imóvel e, por isso, informou que não distribuiria rendimentos referentes a julho.

2. CPTS11 paga dividendos de 115,9% do CDI; veja resultados do mês

O fundo imobiliário CPTS11 encerrou julho com resultado de R$ 30,435 milhões, o equivalente a R$ 0,084 por cota, abaixo do mês anterior. Ainda assim, manteve a distribuição em R$ 0,09 por cota, com pagamento em 21 de agosto.

Segundo o relatório, o provento correspondeu a 115,9% do CDI líquido de imposto, e o dividend yield anualizado pela cota de fechamento de julho, de R$ 7,52, ficou em 15,35%. Para os próximos meses, a gestão projeta manter R$ 0,09 por cota, dentro de um intervalo entre R$ 0,08 e R$ 0,10.

A carteira segue concentrada em fundos imobiliários, com 67,7% em 84 FIIs, e mantém 22,9% em dez CRIs, todos indexados ao IPCA e adimplentes. A base de cotistas subiu para 398.167 investidores.

3. VGIA11: Fiagro paga dividendos de CDI+1,7% ao ano e lucra R$ 10,4 milhões

O Fiagro VGIA11 encerrou julho com resultado de R$ 10,44 milhões, abaixo dos meses de maio e junho. No acumulado de 2026, o lucro chegou a R$ 85,40 milhões. Aos cotistas, o fundo pagou R$ 0,13 por cota, com crédito em 19 de agosto.

Considerando a cota patrimonial, o rendimento correspondeu a CDI mais 1,7% ao ano, subindo para CDI mais 3,9% quando calculado sobre o preço médio de negociação. O valor repetiu o patamar dos três meses anteriores.

A carteira reúne R$ 900 milhões em ativos, distribuídos em 44 posições e totalmente atrelados ao CDI. A gestão informou que a cooperativa ligada aos CRAs Languiru segue inadimplente e que busca o recebimento por meio das garantias.  

4. FII negocia venda de quase R$ 1 bilhão e pode ficar sem imóveis no portfólio

O fundo imobiliário CPLG11 assinou um memorando de entendimentos para vender seus três ativos imobiliários por R$ 958,64 milhões. Se concluído, o negócio representa a venda de 100% dos imóveis do fundo, todos locados a Mercado Livre e Amazon, e cerca de 1,6 vez o patrimônio líquido registrado em julho.

Pela estrutura, 70% do valor seria pago no fechamento e os 30% restantes em até 12 meses, corrigidos pelo IPCA mais juros de 6% ao ano. A gestora estima um resultado líquido de R$ 121,2 milhões, ou R$ 2,15 por cota, com taxa interna de retorno projetada em 43,6% ao ano.

A Capitânia explicou que optou por vender após comparar o preço com o custo de manter os dois projetos ainda em obras. O acordo, porém, não é vinculante e depende de condições precedentes, então valores e prazos podem mudar ou não se concretizar.

5. Google fecha contrato bilionário de energia solar para data centers; SNEL11 de olho na tendência

A contratação de energia solar pelo Google para abastecer a expansão de seus data centers nos Estados Unidos reforça uma tendência que também cresce no Brasil, com a necessidade de ampliar a geração renovável diante da demanda ligada à digitalização e à inteligência artificial. O movimento cria um cenário favorável a fundos expostos à geração solar, como o SNEL11.

No caso mais recente, o Google será o principal comprador da energia do Mammoth Solar, complexo de US$ 350 milhões erguido sobre uma antiga mina de carvão na Virgínia Ocidental. A empresa vem repetindo esse tipo de acordo de longo prazo para garantir fornecimento em escala e com previsibilidade.

O SNEL11, fundo da Suno Asset voltado à geração distribuída de energia solar, encerrou recentemente a quinta emissão de cotas, com captação de R$ 1,01 bilhão e a entrada de 116,37 milhões de novas cotas ao preço de R$ 8,65 cada. A tese depende da continuidade da expansão do setor e não representa garantia de desempenho futuro.

Assim, do fundo imobiliário TRCO11 ao SNEL11, essas foram as notícias mais lidas da semana do mercado de FIIs e Fiagros.

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