VGHF11 divulga menor dividendo de sua história; veja quando será pago
O fundo imobiliário VGHF11 reduziu em agosto o rendimento para R$ 0,06 por cota, ante R$ 0,07 pago no mês anteror (valor que entregava aos cotistas desde novembro de 2025).
Quem quiser receber precisa ter o papel em carteira até o fim do pregão de 31 de julho de 2026, data que define os beneficiários. O crédito chega em 7 de agosto.
A R$ 5,86, cotação com que o fundo fechou julho, o provento rende 1,02% no mês. Esse valor não passa por Imposto de Renda quando o cotista é pessoa física e cumpre os requisitos da legislação.
Até o mês anterior, no acumulado de um ano, os rendimentos do VGHF11 somam R$ 0,89 por cota, ou 10,9% ao ano, o que dá IPCA + 6,2% ao ano, conforme o último relatório.
O patrimônio, porém, sentiu o mês. A cota patrimonial caiu R$ 0,15, puxada pela desvalorização dos FIIs em carteira, que acompanharam a queda de 1,21% do IFIX, e pela marcação negativa dos CRIs atrelados ao IPCA. O fundo fechou junho com 368.182 cotistas e giro diário médio de R$ 2,5 milhões.
Onde o VGHF11 está investido?
O fundo imobiliário VGHF11 encerrou o mês com 102,3% do patrimônio em ativos-alvo, espalhados por 133 posições que somam R$ 1,385 bilhão investidos.
Fora isso, o fundo mantinha R$ 43,8 milhões em compromissadas reversas, cerca de 3,2% do patrimônio, a um custo médio de CDI + 0,84% ao ano, com o caixa restante aplicado em liquidez.
A divisão por estratégia reparte a carteira entre líquidos, com 37,9%, ilíquidos, com 33,5%, e crédito, com 28,6%. Já por classe de ativo, os FIIs lideram com 54,8%, seguidos pelos CRIs (28,4%), pelas SPEs (15,0%), pelas ações (1,1%) e pelos FIDCs (0,7%).
Internamente, a gestão separa o portfólio em dois blocos. O de Valor ficou em 52,7% dos ativos-alvo, ante 52,9% no mês anterior, movido apenas pela marcação de mercado.
O de Renda subiu para 47,3%, frente a 47,1%, depois que o FII VGHF11 vendeu por inteiro o CRI Tecnisa 397 e ampliou as posições nos CRIs João Dias e Helbor 86E.
Na fatia de crédito, os CRIs se distribuem por indexador entre CDI (39,6%), IPCA com variação positiva (33,4%) e IPCA (27,0%).
Por setor, o residencial domina com 56,5% a carteira do VGHF11, à frente do BTS (20,5%), do shopping (9,5%), do pulverizado (6,8%), da logística (3,4%) e de infraestrutura e escritório (3,3%).