Brasil mira superar 700 mercados para produtos do agro; SNAG11 acompanha

Brasil mira superar 700 mercados para produtos do agro; SNAG11 acompanha
SNAG11. Foto: Unsplash.

O agronegócio brasileiro deve chegar ao fim de 2026 com mais de 700 mercados internacionais habilitados para receber produtos do país, segundo o ministro da Agricultura, André de Paula.

A estratégia de ampliar os destinos das exportações aumenta as alternativas de comercialização para o setor e coloca o SNAG11 no radar dos investidores que acompanham o desempenho do agro.

A declaração foi feita durante a abertura do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), em São Paulo. Na ocasião, o ministro destacou a dimensão da produção brasileira e a capacidade do país de atender diferentes mercados com produtos de diversas cadeias agropecuárias.

A ampliação dos destinos comerciais permite que produtores e empresas tenham mais opções para vender sua produção no exterior. Na prática, o movimento pode reduzir a concentração das exportações e abrir espaço para novos fluxos de comércio.

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A proteína animal é um dos exemplos dessa força. Em 2025, o Brasil produziu mais de 15 milhões de toneladas de carne de frango e manteve a liderança global nas exportações do produto. No mercado doméstico, o consumo chegou a aproximadamente 46 quilos por habitante.

Na carne suína, a produção brasileira ultrapassou 5 milhões de toneladas no ano passado, colocando o país na terceira posição entre os maiores exportadores mundiais. Já a produção de ovos superou 62 bilhões de unidades.

SNAG11: mais destinos podem ampliar o espaço do agro brasileiro

A diversificação dos mercados consumidores é estratégica para um setor que possui forte participação nas exportações brasileiras. Quanto maior o número de países habilitados a comprar produtos nacionais, maior tende a ser o leque de alternativas para empresas e produtores negociarem sua produção.

O movimento também interessa ao mercado de crédito e investimentos ligados ao agronegócio. Para o SNAG11, que possui exposição à cadeia agropecuária, a abertura de mercados é um dos fatores que ajudam a compor o cenário de demanda e comercialização do setor.

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O ministro ressaltou justamente o peso econômico da atividade para o país. “O Brasil se transformou em uma das maiores potências agropecuárias do mundo. Nós sabemos que, no nosso país, quando o agro cresce, cresce o emprego, cresce a renda e cresce a economia”, afirmou.

Além das carnes, a abertura de novos mercados pode beneficiar diferentes segmentos da produção brasileira, à medida que novos acordos e habilitações ampliam o número de destinos disponíveis para os produtos nacionais.

A expectativa de superar 700 mercados até dezembro mostra, portanto, uma estratégia de expansão da presença brasileira no comércio agropecuário global.

Fiagro quer investir pesado em projetos de irrigação

O SNAG11 tem reforçado sua estratégia de investimentos em infraestrutura agrícola, com destaque para projetos de irrigação, segmento que recebeu a maior parcela dos recursos captados na quinta emissão de cotas do fundo.

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A alocação ocorre em um momento em que a irrigação ganha relevância no agronegócio brasileiro como ferramenta para ampliar a produtividade, reduzir riscos climáticos e promover o desenvolvimento econômico em regiões com limitações hídricas.

Após captar aproximadamente R$ 301 milhões em sua última oferta, o fundo direcionou cerca de R$ 200 milhões para o Fiagro FIDC Irriga Brasil, estrutura voltada ao financiamento de sistemas de irrigação no campo.

A operação faz parte da estratégia de acelerar a alocação dos recursos e ampliar a exposição a setores considerados essenciais para o aumento da eficiência produtiva no agronegócio.

Segundo João Vitor Franzin, analista da Suno Asset, a irrigação funciona como uma espécie de seguro climático para o produtor rural.

“Por mais que não chova, você ainda pode usar o pivô de irrigação de modo a garantir uma boa produtividade para aquele ano”, afirmou durante apresentação aos investidores. Na avaliação da gestora, o segmento ainda apresenta amplo potencial de expansão no Brasil diante da escassez de linhas de crédito de longo prazo destinadas a esse tipo de investimento.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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