SNEL11 fecha em alta de 1,13% nesta sexta-feira após liberação de dividendos
O SNEL11, fundo da Suno Asset voltado ao segmento de energia limpa, terminou o pregão desta sexta-feira (25) em alta de 1,13%, cotado a R$ 8,04.
A alta ocorreu no mesmo dia em que o fundo realizou o pagamento de R$ 0,10 por cota aos investidores.
Considerando a cotação de fechamento desta sexta, o rendimento corresponde a um dividend yield de aproximadamente 1,24%.
O fundo teve cerca de R$ 3,75 milhões em volume negociado no pregão, segundo os dados apresentados.
SNEL11 chega a 135 mil cotistas e consolida expansão da base em 2026
O SNEL11 atingiu a marca de 135 mil cotistas, apenas uma semana depois de alcançar os 130 mil investidores. O avanço reforça o ritmo de crescimento da base do fundo ao longo de 2026, que praticamente dobrou desde o início do ano.
Em janeiro, o fundo tinha cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 70 mil novos cotistas, levando a uma expansão de quase 108% na base em pouco mais de oito meses.
O crescimento ocorre em paralelo à expansão do SNEL11 no segmento de geração distribuída de energia solar. O fundo investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.
Além da evolução no número de investidores, o fundo registrou R$ 13,36 milhões em resultado distribuível em julho de 2026.
No mesmo período, os ativos adquiridos nas segunda e terceira emissões apresentaram valorização de 11,2% desde dezembro do ano passado, passando de R$ 279,26 milhões para R$ 310,50 milhões em valor justo.
Entre os principais destaques da reavaliação estiveram as usinas São Bento, com valorização de 21%, Liberdade, com alta de 18,5%, e Catena, que teve aumento de 13,6% no valor atribuído.
FII amplia contratos e avança na ocupação das usinas
O fundo também avançou na comercialização de sua capacidade de geração. O SNEL11 firmou dois contratos de locação com a Setta Energia, envolvendo 2,65 MWp das usinas Várzea 2 e 3 — aproximadamente 43,5% da capacidade total do projeto.
Os contratos seguem o modelo Take or Pay, têm duração de cinco anos e preveem o diferimento dos seis primeiros aluguéis. Os pagamentos serão realizados em parcelas mensais e iguais entre o 20º e o 31º mês, enquanto a geração de caixa no período será sustentada pela Renda Mínima Garantida (RMG) prevista na aquisição do ativo.
Outro movimento ocorreu na UFV Matozinhos 1, cujo contrato de locação foi transferido da Enercooper para a Ultra Energia após o pedido de rescisão do acordo anterior. Os débitos e a multa contratual relacionados ao contrato anterior estão em processo de cobrança.
O novo contrato com a Ultra Energia tem prazo de três anos, renovável por igual período, e foi estruturado no modelo de energia compensada. Segundo a gestão, a nova locatária possui demanda imediata pela capacidade integral da usina, reduzindo o período necessário para a retomada da operação.
A manutenção da Renda Mínima Garantida durante a transição também protege a geração de caixa do empreendimento enquanto ocorre a substituição do locatário. Com os novos contratos, o SNEL11 passa a ter ocupação contratada para parte da capacidade de Várzea 2 e 3 e para toda a capacidade de Matozinhos 1.