Semana dos FIIs: Patria lança novas emissões; TRX sobe e CPFO11 vende ativo
O mercado de fundos imobiliários (FIIs) ganhou uma série de novas ofertas na semana, com destaque para operações de grande porte do Pátria e uma estrutura secundária do EXES11. As operações envolvem diferentes estratégias de captação e distribuição de cotas, desde emissões primárias para ampliar o patrimônio dos fundos até a venda de participações já existentes.
Entre os destaques dos FIIs está o HGRE11, que anunciou sua 10ª emissão de cotas, com potencial de movimentar até R$ 700 milhões. A oferta prevê a emissão de até 4.773.595 novas cotas e será destinada exclusivamente a investidores profissionais.
O preço de emissão foi fixado em R$ 146,64 por cota. Considerando a taxa de distribuição primária de R$ 0,07, o preço final de subscrição será de R$ 146,71. Para investidores que participarem da oferta fora do direito de preferência, a aplicação mínima será de dez cotas, ou R$ 1.467,10.
Outro destaque entre as ofertas dos FIIs é o PCIP11, que aprovou sua 9ª emissão de cotas, com potencial de captação de aproximadamente R$ 4 bilhões.
A operação prevê a distribuição de até 43.266.631 novas cotas, ao preço de R$ 92,45 cada. O valor corresponde ao patrimônio líquido por cota apurado em 31 de julho de 2026. Sobre o preço incide ainda uma taxa de distribuição de R$ 0,04 por cota.
O EXES11 também anunciou uma operação nesta sexta-feira, mas com uma estrutura diferente das emissões tradicionais. O fundo realizará uma oferta secundária de R$ 56 milhões, sem a criação de novas cotas.
Nesse modelo, um fundo que já possui participação no EXES11 colocará suas cotas à venda para novos investidores.
Com isso, os recursos não serão destinados ao caixa do EXES11, e os atuais cotistas não sofrerão diluição. A oferta terá preço de R$ 9,50 por cota, representando desconto de 1,82% sobre o valor patrimonial. A operação busca ampliar a base de cotistas e contribuir para o aumento da liquidez das cotas no mercado secundário.
FIIs: veja mais destaques
TRXF11 desiste de negociações por portfólio de R$ 1 bi em lajes corporativas
O fundo imobiliário TRXF11 (TRX Real Estate) opera em forte alta nesta quinta-feira (27), após comunicar o encerramento negociações para aquisição de imóveis corporativos em São Paulo.
As tratativas envolviam ativos dos fundos BLCA11 (Catuaí VBI Triple A) e CVFL11 (Catuaí Vista FL). Segundo o comunicado, as operações foram consideradas inviáveis após mudanças nas condições de mercado impedirem o cumprimento de uma das condições previstas nas propostas.
No caso do BLCA11, a negociação previa a aquisição de conjuntos corporativos no Pátio Victor Malzoni, na região da Faria Lima. O valor da proposta era de aproximadamente R$ 475 milhões, envolvendo cerca de 7,4 mil metros quadrados de área bruta locável. Já com o CVFL11, a proposta alcançava R$ 557,85 milhões para a aquisição de 12 conjuntos no edifício Vista Faria Lima, o equivalente a aproximadamente R$ 48 mil por metro quadrado.
RZZR11 aprova nova oferta de até R$ 50 mi para projeto logístico
O fundo imobiliário RZZR11 aprovou sua 16ª emissão de cotas, com uma oferta que poderá movimentar até R$ 50 milhões.
Os recursos serão direcionados principalmente ao desenvolvimento de um empreendimento logístico em Jales, no interior de São Paulo.
A operação prevê a emissão inicial de até 265.252 novas cotas, ao preço unitário de R$ 188,50. A oferta do fundo imobiliário será destinada exclusivamente a investidores profissionais. A emissão foi aprovada pelos cotistas após consulta formal iniciada em 14 de julho de 2026 e consolidada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 29 de julho.
CPFO11 vende parte do Faria Lima Plaza por R$ 201,8 milhões
O fundo imobiliário CPOF11 concluiu a venda de 35,125% das ações da CP FLP, participação que equivale indiretamente a 14,05% do Faria Lima Plaza, em São Paulo.
A operação resultou no recebimento de R$ 201,814 milhões pelo fundo e deve gerar resultado positivo estimado em R$ 14,65 por cota nos rendimentos distribuíveis.
A participação vendida tinha custo proporcional de cerca de R$ 121,369 milhões, o que leva a um ganho de capital estimado em R$ 80,445 milhões. Segundo a gestão do fundo imobiliário, a transação apresenta Taxa Interna de Retorno estimada de 15,8% ao ano.