Agropecuária avança 15,7% e puxa balanca comercial; movimento fortalece demanda por terras
A balança comercial do Brasil iniciou setembro com resultado positivo, impulsionada pelo avanço das exportações. Na primeira semana do mês, o país registrou superávit de US$ 1,906 bilhão, resultado de US$ 7,298 bilhões em vendas externas e US$ 5,392 bilhões em importações, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações cresceram 31,7%. Entre os setores, a agropecuária apresentou desempenho relevante, com US$ 1,406 bilhão em vendas externas e crescimento de 15,7% em um ano.
O resultado reforça a importância do agronegócio para a economia brasileira e evidencia a capacidade do setor de gerar receitas em moeda estrangeira. A expansão das vendas externas também contribui para sustentar a demanda por áreas destinadas à produção agrícola, criando uma conexão direta com a estratégia do SNFZ11.
SNFZ11: mercado de terras acompanha força da produção
O SNFZ11 possui uma tese baseada na exposição ao mercado de terras agrícolas, buscando capturar a geração de renda proporcionada por propriedades rurais produtivas.
Nesse modelo, o desempenho do agronegócio é um dos fatores que sustentam a procura por áreas destinadas à produção.
Quando as exportações do setor avançam, especialmente em um país com forte participação de commodities agrícolas no comércio internacional, aumenta a relevância econômica das terras capazes de atender à produção.
A exploração dessas propriedades passa, portanto, a estar conectada ao desempenho de uma cadeia que envolve produtores, tradings, indústrias e compradores internacionais.
O crescimento de 15,7% das exportações da agropecuária na primeira semana de setembro se soma a esse cenário.
Embora os números de uma única semana não sejam suficientes para determinar uma tendência de longo prazo, eles reforçam a presença do agronegócio brasileiro no comércio exterior.
Demanda internacional sustenta áreas produtivas
Agropecuária, a indústria extrativa registrou alta de 84,4%, enquanto a indústria de transformação avançou 17,9% na comparação anual.
Para o mercado de terras, entretanto, o desempenho da agropecuária possui uma relevância específica. A expansão da produção agrícola depende diretamente da disponibilidade de áreas produtivas, infraestrutura e condições adequadas para o cultivo, fatores que ajudam a determinar o potencial econômico dos imóveis rurais.
Nesse contexto, propriedades agrícolas bem localizadas e com capacidade produtiva podem se tornar ativos estratégicos em um mercado que atende tanto à demanda doméstica quanto às exportações.
Para um fundo como o SNFZ11, essa característica é particularmente importante, já que sua exposição está ligada ao valor econômico e à exploração de terras destinadas à atividade agrícola.
Fiagro reforça presença em terras agrícolas no Mato Grosso
A expansão veio acompanhada do aumento na base de investidores. O fundo encerrou o período com 15.785 cotistas, novo recorde histórico, após a entrada de 564 novos investidores no mês. A terceira oferta pública movimentou R$ 51,8 milhões, recursos direcionados à aquisição das três fazendas, e representou crescimento de quase 50% do patrimônio do fundo.
Segundo a Suno Asset, com esse movimento o fundo ultrapassou a marca de 16 mil investidores, tornando-se o maior veículo do segmento em número de cotistas, de acordo com a gestora. A ampliação do portfólio reforça a diversificação geográfica e operacional no estado do Mato Grosso.
Em Nova Lacerda (MT), estão as fazendas Guaraipós, com 2.242 hectares e 1.319,23 hectares de área útil, e Berrante, com 1.164 hectares e 722,98 hectares úteis. Já a Fazenda Panteão, com 317 hectares e 96,63 hectares de área útil, fica em Gaúcha do Norte (MT), região onde o fundo já detém as fazendas Coliseu, Xavante e Triângulo da Gaúcha.