TRXF11, GARE11, HGLG11 e RBVA11 são destaques do Bom Dia FIIs (8/1)
Os fundos imobiliários TRXF11, GARE11, HGLG11 e RBVA11 são os destaques desta quinta-feira (7), dia seguinte à primeira queda do IFIX em 2026. O índice de FIIs recuou 0,19% e fechou em 3.781,07 pontos, pior resultado da semana, mas ainda assim o terceiro melhor da série histórica.

O IFIX mais uma vez abriu o dia em alta, atingindo a máxima nos primeiros minutos, acima dos 3.790 pontos, mas rapidamente desceu para o patamar negativo pouco antes do meio-dia. Por volta das 13h30, o mercado acelerou e voltou a operar no azul por cerca de 40 minutos, voltando a cair em seguida. A queda se acentuou perto das 16h e o índice fechou na cotação mínima do dia.
Para analistas, foi um dia considerado normal, com ajustes de preços após três dias seguidos de alta, sempre com recorde. Nesta quinta-feira (8), com o início dos pagamentos de dividendos pelos FIIs, a tendência é que a movimentação positiva volte a predominar.
Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:
GARE11 amplia escopo do portfólio com novos ativos e abre 2026 com R$ 2,6 bi de PL
O fundo imobiliário GARE11 encerrou 2025 com uma mudança estrutural relevante em seu portfólio, após a conclusão da 7ª emissão de cotas e a liquidação de novas aquisições que redesenham a “fotografia” do fundo para o início de 2026. O resultado líquido reportado em novembro foi de R$ 12,8 milhões.
A gestão optou por antecipar, no relatório gerencial, os principais eventos materializados em dezembro, mesmo que a base contábil permaneça refletindo a posição ao final de novembro. O objetivo, segundo o fundo, foi oferecer maior transparência ao investidor, permitindo uma leitura mais fiel da configuração estrutural que o GARE11 passa a assumir já nos primeiros dias de janeiro, após o encerramento das frentes estratégicas conduzidas em 2025.
A primeira aquisição liquidada em dezembro foi a compra do Parque Logístico de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, pelo valor de R$ 86,8 milhões. O ativo encontra-se totalmente ocupado e tem como inquilinos empresas de grande porte como Mercado Livre, Três Corações e Vale. Na sequência, o GARE11 avançou na aquisição de um edifício corporativo na capital mineira, com cerca de 13 mil metros quadrados de área bruta locável e ocupação integral por MRV, LOG CP e Urba.
HGLG11 aprova pacote de incorporações e aquisições e amplia portfólio logístico
O fundo imobiliário HGLG11 informou que foram aprovadas, sem ressalvas, todas as matérias submetidas à Assembleia Geral Extraordinária realizada por consulta formal aos cotistas. A deliberação abre caminho para um conjunto de operações estratégicas que prevê crescimento, diversificação e maior escala do portfólio do fundo imobiliário logístico.
A assembleia aprovou três movimentos centrais. O primeiro é a incorporação do LVBI11, fundo com foco em ativos logísticos. O segundo envolve a aquisição dos imóveis detidos pelo PATL11, operação que amplia a exposição do HGLG11 a ativos alinhados à sua política de investimentos. O terceiro eixo contempla a incorporação dos fundos BPG Logística I FII e AJU FII, conhecidos como FIIs Brookfield, reforçando a diversificação geográfica da carteira.
Segundo o comunicado, as aprovações representam um passo relevante para a consolidação de ativos considerados de qualidade pelo gestor, com potencial de fortalecer o perfil operacional e a diluição de riscos do fundo. As mesmas operações também receberam aval nas assembleias dos cotistas do LVBI11 e do PATL11, confirmando o alinhamento entre as estruturas envolvidas.
RBVA11 anuncia 6ª emissão de cotas com foco em captação de até R$ 80 milhões
O fundo imobiliário RBVA11 informou ao mercado a realização da 6ª emissão de cotas, conforme Fato Relevante divulgado pela gestora, a Rio Bravo. A oferta será primária, com registro automático na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e tem como objetivo captar recursos para a estratégia de crescimento do portfólio do fundo.
De acordo com o comunicado, o montante inicial da oferta pode alcançar até R$ 80,0 milhões, considerando apenas o preço de emissão, podendo ser acrescido em até 50% por meio da emissão de cotas adicionais, conforme a demanda dos investidores. O montante mínimo da captação foi fixado em aproximadamente R$ 26 milhões.
O preço de emissão das novas cotas foi definido em R$ 10,58, com base no valor patrimonial do fundo apurado em 31 de outubro de 2025. Sobre esse valor, haverá a cobrança de taxa de distribuição primária de R$ 0,10 por cota, resultando em um preço de subscrição de R$ 10,68 para os investidores que participarem da oferta.
TRXF11 encerra 12ª emissão com captação recorde de R$ 3 bilhões
O fundo imobiliário TRXF11 divulgou o relatório gerencial referente a dezembro de 2025, tendo como principal destaque o encerramento da 12ª emissão de cotas. A oferta foi concluída em 22 de dezembro, com captação total de R$ 3,003 bilhões, incluindo o exercício integral do lote adicional de 50%, segundo informações do fundo.
De acordo com a gestora, a operação representa a maior captação já realizada por um fundo imobiliário listado na B3. Com isso, o patrimônio do TRXF11 ultrapassou a marca de R$ 6 bilhões, considerando valores patrimonial e de mercado, além de ampliar de forma relevante a base de investidores ao longo de 2025.
Na virada para 2026, o TRXF11 contava com 218.834 cotistas, após um crescimento aproximado de 34,5 mil investidores em 2025. A liquidez média diária das cotas foi de R$ 20,7 milhões, refletindo o elevado volume de negociação no mercado secundário.