‌‌‌O‌‌‌ ‌‌‌‌‌‌IFIX‌‌‌‌‌‌ ‌‌fechou‌‌ ‌‌‌a‌‌‌ ‌‌‌última‌‌‌ quarta-feira‌‌‌ ‌‌‌(23)‌‌‌ ‌‌‌em‌‌ alta ‌‌de‌‌ 0,15%,‌‌‌ ‌‌terminando‌‌ ‌‌‌o‌‌‌ ‌‌‌dia‌‌‌ ‌‌‌em‌‌ ‌‌2.735 ‌pontos.‌‌‌ ‌‌‌No‌‌‌ ‌‌‌acumulado‌‌‌ ‌‌‌do‌‌‌ ‌‌‌mês‌‌‌ ‌‌‌de‌‌‌ março ‌‌‌e‌‌‌ ‌‌‌do‌‌‌ ‌‌‌ano‌‌‌ ‌‌‌de‌‌‌ ‌‌‌2022,‌‌‌ ‌‌‌a‌‌‌ ‌‌‌variação‌‌‌ ‌‌‌do‌‌‌ ‌‌‌índice‌‌‌ ‌‌‌é‌‌‌ ‌‌‌de‌‌‌ ‌‌-0,24%‌‌‌ ‌‌‌e‌‌‌ ‌‌-2,5%‌‌,‌‌‌ ‌‌‌respectivamente.‌‌‌ ‌ ‌

‌‌‌Confira‌‌ ‌‌as‌‌ ‌‌principais‌‌ ‌‌notícias‌‌ ‌‌do‌‌ ‌‌mercado‌‌ ‌‌de‌‌ ‌‌FIIs:‌‌

CPTS11 se preocupa com cenário inflacionário e não quer aumentar risco

O FII Capitânia Securities II (CPTS11), com gestão da Capitânia Investimentos, divulgou nesta quarta-feira (23) o seu relatório gerencial do mês de fevereiro. Deste modo, o fundo explicou sua preocupação com a capacidade das empresas pagarem suas dívidas, mas mostrou segurança em sua carteira.

O fundo divulgou a distribuição de R$ 1,10 por cota, valor que equivale a 180,78% do CDI (descontado imposto de 15%) em relação à cota de mercado. Confira:

CPTS11 fiis

Cenário de inflação e juros elevados

A gestora explicou porque em fevereiro o fundo manteve a distribuição de dividendo num patamar mais alto que a média dos últimos 12 meses. Esse dividendo é reflexo de um ambiente de inflação mais alta, que o fundo se beneficia em função de sua alta exposição ao IPCA. 

Porém, em termos patrimoniais, o fundo sofreu com a abertura dos juros reais e consequentemente com a marcação a mercado da carteira de CRIs, movimento que nas primeiras semanas de março sofreu uma “trégua”. 

Diante disso, a gestora não quer aumentar o risco de crédito da carteira com novos desembolsos. O desafio do fundo é recompor a abertura do juro real com giro de carteira e reprecificação dos novos desembolsos. 

A gestora explicou que, se há um ano atrás o fundo fazia um CRI com risco a IPCA + 5,50%, hoje o CPTS11 tenta refazê-lo a IPCA + 7,00% e não financiar imóveis e/ou empreendimentos especulativos a IPCA + 10,00%/11,00%. 

Empresas com dívidas elevadas

Neste ponto, o fundo acredita que é exatamente neste momento da economia em que estes empreendimentos com taxas muito altas vão sofrer mais. Inclusive, a gestora comentou que viu isso nos relatórios trimestrais de algumas incorporadoras. 

Ou seja, a capacidade de endividamento dos potenciais compradores vem diminuindo, o que implica em menor velocidade de vendas e aumento dos distratos, justamente num momento em que as incorporadoras vão pagar um serviço da dívida bastante pesado. Por isso, a gestora está pessimista com o resultado destas empresas. 

Por outro lado, em termos de risco de crédito da carteira, a gestora está satisfeita com a performance dos imóveis. Praticamente todos eles estão fazendo um resultado operacional melhor do que quando desembolsamos os CRIs. 

Movimentação de carteira

No mercado de fundos imobiliários, o CPTS11 realizou mais vendas, fazendo apenas duas aquisição, confira:

  • Compra de R$ 8,0 milhões de HSRE11, via secundário; 
  • Compra de R$ 4,0 milhões de TRXB11, via secundário; 
  • Venda de R$ 19,5 milhões de TRXF11, posição adquirida via oferta 476 e também via secundário; 
  • Venda de R$ 9,9 milhões de LASC11, posição adquirida via oferta 476 e também via secundário; 
  • Venda de R$ 4,2 milhões de NEWL11, posição adquirida via secundário; 
  • Venda de R$ 2,8 milhões de GALG11, posição adquirida via secundário. 

Confira abaixo as posições de compra de CRIs:

CPTS11

Por fim, observe as vendas do fundo:

CPTS11

O Capitânia Securities II, conforme consta no relatório, é um FII constituído sob a forma de condomínio fechado cujo objetivo é proporcionar rentabilidade aos seus cotistas por meio da aquisição preponderantemente de ativos de origem imobiliária.

HABT11‌ ‌informa resultados e investimentos do mês

O‌ ‌Fundo‌ ‌de‌ ‌Investimento‌ ‌Imobiliário‌ ‌‌Habitat‌ ‌Recebíveis‌ ‌Pulverizados‌ ‌(HABT11)‌‌com‌ ‌gestão‌ ‌da‌ ‌‌Habitat‌ ‌Capital‌,‌ ‌divulgou‌ ‌nesta‌ quarta-feira‌ ‌(23)‌ o ‌os resultados referentes a fevereiro. Além disso, a gestora mostrou os investimentos do fundo. 

Em relação a fevereiro, o rendimento do HABT11 foi referente de R$1,30 por cota, um dividend yield de 1,21% em relação a cota de fechamento do mês (R$107,10). Veja abaixo:

HABT11

Nos últimos 12 meses, a gestora conformou que a distribuição de rendimentos acumulada foi de R$ 18,50/cota. 

Movimentação de carteira

Neste aspecto, o fundo fechou o mês de fevereiro com 87,9% do seu patrimônio líquido alocado em CRIs, distribuídos em 44 operações distintas, sendo 6,8% do PL alocado em FIIs e 5,2% (R$37,8 milhões) em caixa. 

Durante o mês, a gestora disse que o fundo investiu R$11,25 milhões em tranches adicionais de CRIs do portfólio, listadas abaixo:

  • R$ 0,5 milhões no CRI Porto Poxim, com taxa de 12,00 % a.a. + IPCA; 
  • R$ 2,25 milhões no CRI Villagio San Pietro, com taxa de 8,50% a.a. + IPCA; 
  • R$ 8,50 milhões no CRI LBraga Construtora, com taxa de 11,50% a.a. + INCC,.

Além disso, o HABT11 reduziu sua exposição em FIIs em aproximadamente R$4,55 milhões, gerando maior caixa fazer nos investimentos em CRIs. Confira abaixo os principais indexadores dos ativos do fundo e a taxa média de retorno:

HABT11 fiis

A gestão do fundo será vendida

A gestora também informou que, conforme divulgado ao mercado em fevereiro (25), foi celebrado contrato de compra e venda por meio do qual a XP Vista Asset Management irá adquirir a totalidade das quotas da gestora Habitat Capital. 

Porém, fechamento da operação está sujeito ao cumprimento de condições usuais para transações desta natureza, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo da Defesa Econômica (CADE). 

O‌ ‌‌Habitat‌ ‌Recebíveis‌ ‌Pulverizados‌‌ ‌é‌ ‌um‌ ‌fundo‌ ‌de‌ ‌investimento‌ ‌imobiliário‌ ‌que‌ ‌tem‌ ‌como‌ ‌objetivo‌ ‌a‌ ‌aquisição‌ ‌de‌ ‌ativos‌ ‌financeiros‌ ‌de‌ ‌natureza‌ ‌imobiliária,‌ ‌com‌ ‌preponderância‌ ‌em‌ ‌Certificados‌ ‌de‌ ‌Recebíveis‌ ‌Imobiliários‌ ‌(CRIs)‌ ‌lastreados‌ ‌em‌ ‌carteiras‌ ‌de‌ ‌recebíveis‌ ‌pulverizados.‌

XPIN11 divulga resultados e rendimentos do mês

O XP Industrial Fundo de Investimento Imobiliário (XPIN11), representado por sua gestora XP Vista Asset Management, comunicou aos seus cotistas nesta última quarta-feira (23) os resultados e rendimentos do mês de fevereiro. 

Referente a fevereiro, a distribuição de R$ 0,61 por cota foi comunicada no dia 18 de março. Esse valor corresponde a um dividend yield anualizado de 8,7% em relação ao valor da cota de mercado no fechamento do mês (R$ 84,29/cota). A gestora disse que os rendimentos declarados serão pagos no dia 25 de março. Confira:

XPIN11

Explicação dos resultados do mês

Neste aspecto, a gestora explicou que, na verdade, o resultado do fundo foi de R$ 0,62 explicando as razões para o performance do fundo em fevereiro. 

Em primeiro lugar, o XPIN11 recebeu 2 locações antecipadas em fevereiro de 2022 que seriam devidas em março de 2022. Em segundo ponto, a inadimplência da parcela devida pela empresa NT LOG foi quitada este mês. 

No mercado secundário, o volume de negociação da cota do XPIN11 foi de R$ 11,2 milhões, representando um aumento de 9% em relação à média diária do mês anterior.

Por fim, sobre a locação dos espaços vagos, a Gestora segue engajada na prospecção de potenciais locatários. Confira no esquema abaixo:

XPIN11

O XP Industrial Fundo de Investimento Imobiliário tem como objetivo a obtenção de renda e ganho de capital por meio da compra de ativos imobiliários industriais ou logísticos. Isso inclui imóveis que estão em construção ou imóveis prontos para venda, locação ou arrendamento.