Complexo solar de R$ 1,5 bi para a Sabesp fortalece mercado em que atua SNEL11

Complexo solar de R$ 1,5 bi para a Sabesp fortalece mercado em que atua SNEL11
Energia renovável Solar Foto: Unsplash

A entrada em operação do Complexo Solar Rio Brilhante, desenvolvido pela Casa dos Ventos para abastecer exclusivamente a Sabesp, reforça o avanço da contratação de energia renovável por grandes consumidores brasileiros.

Com capacidade instalada de 491 MW e investimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, o empreendimento será dedicado ao modelo de autoprodução, cada vez mais utilizado por empresas intensivas em consumo de eletricidade.

A operação marca mais um movimento de expansão do mercado livre de energia, ambiente que vem atraindo companhias em busca de previsibilidade de custos, maior competitividade e redução das emissões de carbono. No caso da Sabesp, a contratação faz parte do plano de descarbonização da companhia, que prevê reduzir em 43% as emissões associadas ao consumo de energia elétrica.

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O crescimento desse mercado amplia a demanda por projetos de geração renovável e fortalece toda a cadeia de investimentos em energia solar, segmento que vem recebendo aportes bilionários nos últimos anos.

Sabesp mostra demanda por energia limpa

Embora o empreendimento utilize o modelo de autoprodução, diferente da geração distribuída, ambos compartilham um mesmo vetor de crescimento: o aumento da demanda por energia limpa por parte de consumidores corporativos.

A expansão desses modelos acompanha a abertura gradual do mercado livre de energia e reforça uma tendência estrutural observada no setor elétrico brasileiro.

Crescimento do mercado beneficia tese do SNEL11

O movimento também reforça os fundamentos do SNEL11, fundo imobiliário voltado à infraestrutura de energia renovável por meio de projetos de geração distribuída.

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Recentemente, o fundo concluiu a incorporação de três novas usinas solaresUFV Várzea, UFV Canoa Quebrada e UFV Poconé — elevando seu portfólio para 25 projetos operacionais e 103,5 MWp de capacidade instalada.

Outro fator positivo para o fundo foi o reajuste tarifário homologado pela Aneel para a Cemig-D, principal área de atuação do SNEL11. A tarifa líquida avançou 5,2%, acima da inflação acumulada do período, favorecendo a geração de caixa dos ativos instalados na região.

FII aumenta base de cotistas e lança nova emissão

Além disso, o SNEL11 atravessa um momento de expansão. O fundo superou recentemente a marca de 110 mil cotistas, registrou o maior volume de negociações de sua história no mercado secundário e conduz sua quinta emissão de cotas, que poderá movimentar até R$ 2,3 bilhões para financiar novas aquisições de ativos de geração distribuída.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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