BBIG11 mantém dividendos, movimenta R$ 21,4 milhões e registra ocupação acima de 98%
O fundo imobiliário BBIG11 manteve em maio o ritmo de distribuição de rendimentos aos cotistas e encerrou o mês com R$ 21,4 milhões em volume financeiro negociado, reforçando a liquidez das cotas no mercado.
Ao longo do período, foram registradas mais de 43 mil negociações, enquanto a base de investidores permaneceu estável em 38.077 cotistas.
O fundo distribuiu R$ 0,07 por cota, patamar equivalente a um dividend yield mensal de 1,02%. Segundo a gestora, o rendimento correspondeu a 95,2% do CDI líquido de Imposto de Renda, ou 112% do CDI em base bruta (gross up) quando comparado a aplicações tributadas à alíquota de 15%.
Em maio, o BBIG11 registrou resultado líquido de R$ 1,824 milhão. A gestão atribui esse desempenho ao processo de redução gradual da alavancagem do fundo e ao ganho de capital obtido com a venda parcial de cotas do XPML11.
As receitas imobiliárias somaram R$ 5,9 milhões, impulsionadas pela geração de caixa dos shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e RioSul, além de aproximadamente R$ 1,08 milhão em receitas financeiras provenientes de juros de operações e rendimentos de aplicações em fundos imobiliários.
As despesas financeiras alcançaram R$ 5,2 milhões, refletindo principalmente os juros e amortizações dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) utilizados na estrutura de antecipação de recebíveis dos empreendimentos.
Fundo imobiliário BBIG11: gestão prevê melhora gradual da estrutura financeira
Além da geração recorrente de caixa, o fundo registrou um ganho de capital de R$ 127 mil com a venda parcial da posição em cotas do XPML11.
Segundo a gestão, esse movimento faz parte da estratégia de fortalecimento da estrutura financeira e deve contribuir para a redução gradual da alavancagem ao longo do semestre.
No operacional, os ativos do portfólio continuaram apresentando indicadores robustos. A taxa média de ocupação permaneceu acima de 98%, enquanto a margem operacional (NOI) seguiu superior a 93% na média do ano, refletindo a capacidade dos empreendimentos de manter elevada geração de caixa.
De acordo com a gestora, a combinação entre alta ocupação, eficiência operacional e estabilidade dos fluxos de aluguel tem permitido preservar a distribuição de rendimentos, mesmo em um ambiente de custos financeiros ainda elevados.