GGRC11 bate recorde de negociação e supera 411 mil cotistas
O fundo imobiliário GGRC11 registrou em agosto de 2026 um novo recorde de negociação no mercado secundário e ultrapassou a marca de 411 mil cotistas. Ao longo do mês, foram negociadas 47,13 milhões de cotas, movimentando aproximadamente R$ 439,6 milhões, o maior volume mensal já registrado pelo fundo.
A média diária de negociação ficou em cerca de R$ 20,9 milhões, refletindo o aumento da liquidez das cotas do fundo. O número de investidores também avançou: a base chegou a 411.230 cotistas, com a entrada líquida de 18.818 novos investidores durante o mês.
Na distribuição de rendimentos, o GGRC11 manteve o pagamento de R$ 0,10 por cota referente a agosto. Considerando o preço de fechamento de R$ 9,13 no último dia útil do mês, o dividend yield mensal foi de 1,10%, equivalente a 13,14% em termos anualizados.
O resultado gerado pelo fundo em agosto foi de R$ 34,91 milhões, segundo os dados divulgados pela gestão. O desempenho ocorre em meio a uma série de movimentações no portfólio e na estrutura de capital do fundo ao longo do mês.
Entre os principais eventos esteve a conclusão da Fase 02 da expansão do Centro de Distribuição Santa Cruz, operação que elevou a área bruta locável do ativo para 39.494,20 metros quadrados. Com a expansão, o imóvel passou a gerar aluguel mensal de aproximadamente R$ 1,02 milhão.
GGRC11: recompra reduz número de cotas e expansão do CD Santa Cruz chega ao fim
Durante agosto, o GGRC11 também avançou com seu programa de recompra de cotas, iniciado em 30 de julho. Ao longo do mês, o fundo recomprou e cancelou 453.226 cotas, ao preço médio de R$ 9,22, movimentando aproximadamente R$ 4,2 milhões.
Como as cotas adquiridas são canceladas, elas deixam de fazer parte da base em circulação e, consequentemente, deixam de participar das distribuições futuras do fundo. A iniciativa ocorre em paralelo ao forte volume observado nas negociações do GGRC11.
Outro movimento relevante foi a conversão dos recibos da 11ª emissão, que eram negociados provisoriamente sob o código GGRC13. A conversão ocorreu em 6 de agosto, com as cotas passando a ser negociadas sob o ticker GGRC11 a partir do dia seguinte.
Após a conversão, o fundo passou a contar com 346.148.183 cotas emitidas, antes dos efeitos da recompra realizada ao longo do mês. Também foi realizado um complemento de preço ao RELG11 por meio da entrega de 586.667 cotas, avaliadas em aproximadamente R$ 6,6 milhões pelo preço de emissão.
No CD Santa Cruz, a segunda fase de expansão demandou investimento total de R$ 62 milhões por parte do fundo. Com a conclusão das obras, o empreendimento passou a contar com 39.494,20 m² de ABL e aluguel mensal atualizado de R$ 1,017 milhão.
Santa Cruz atinge yield on cost de 12,68% ao ano
A Fase 02 adicionou 23.022,97 m² ao empreendimento e elevou o aluguel mensal em aproximadamente R$ 655 mil, equivalente a R$ 28,45 por metro quadrado. Considerando o capital investido e a receita de locação atualizada, a gestão estima um yield on cost de aproximadamente 12,68% ao ano para a expansão.
Com a conclusão das duas fases previstas até o momento, o ativo passou a representar aproximadamente 3,7% da receita imobiliária do GGRC11, consolidando a geração de renda esperada para o investimento.
O mês também foi marcado pelo pagamento de R$ 495 mil referente à obra de ampliação do CD Santa Cruz, além de R$ 1,4 milhão em ITBI relacionado ao CD Diadema.
Outro desembolso relevante foi de R$ 4 milhões, correspondente à parcela cash 2/5 da aquisição do CD Raposo Sanca. Ao mesmo tempo, o fundo recebeu amortizações de CRIs ligados a Americanas, Rizobacter, Mogno I, Mogno II, Corp GGRC11 e Triple A, que somaram R$ 2,3 milhões em agosto.
Após essas amortizações, as relações entre Passivos/PL e Passivos/Ativos ficaram em 8,81% e 8,10%, respectivamente, segundo a gestão.