HGLG11 tem resultado de R$ 45,4 milhões e conclui operação milionária; veja detalhes
O fundo imobiliário HGLG11 encerrou maio com resultado distribuível de R$ 45,444 milhões, após registrar receita de R$ 56,495 milhões e despesas totais de R$ 11,051 milhões no período.
A distribuição mensal de dividendos do HGLG11 permaneceu em R$ 1,10 por cota, mantendo o mesmo patamar observado nos últimos meses e dentro do guidance previsto para o primeiro semestre de 2026.
O dividend yield anualizado ficou em 8,5% sobre a cota patrimonial e em 8,0% sobre a cota de fechamento de maio.
Um dos efeitos positivos não recorrentes do mês veio da venda de cotas de FIIs, que adicionou R$ 0,02 por cota ao resultado. No acumulado do ano, o lucro obtido com essas alienações já alcança R$ 0,13 por cota.
Na frente operacional, o fundo imobiliário HGLG11 registrou novas movimentações em seus ativos. Houve a saída da Zeralog no imóvel de Guarulhos, da Fedex no Torino, da Pedroso e Martins, PMLog e TLS no CLE, além da desocupação da Felix Optical em São José dos Campos. Em sentido contrário, a Rondocargas passou a ocupar espaço no ativo Duque de Caxias.
Com essas mudanças, a vacância física do portfólio subiu para 3,9%. Considerando os eventos já mapeados pela gestão, a projeção é que esse indicador chegue a 4,2% em setembro de 2026.
O FII HGLG11 também fechou maio com alavancagem financeira equivalente a 8,8% do patrimônio.
Ao incluir a dívida contratada via SPE, esse percentual sobe para 10,4%. A expectativa da gestão é de redução para 8,4% ao fim de 2026, com recuo gradual nos anos seguintes.
O passivo associado à aquisição de imóveis soma aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Desse total, 22% vencem nos próximos 12 meses, enquanto o restante está concentrado no longo prazo, com suporte da posição mantida em CRI e renda fixa.
No desenvolvimento dos ativos, o HGLG Simões Filho G100 atingiu 99,9% de conclusão. O galpão já está em operação e com as licenças emitidas, restando apenas a Contenção 02, cuja conclusão está prevista ainda para o primeiro semestre de 2026.
Já o empreendimento Simões Filho G200, iniciado no mês anterior, tem yield on cost desalavancado estimado entre 11,2% e 11,4%. O custo projetado do desenvolvimento é de R$ 452 milhões, dos quais 84% são atribuídos ao fundo HGLG11.
Fundo imobiliário HGLG11 compra ativos do PATL11
Outro movimento relevante foi a conclusão da compra da totalidade dos imóveis que pertenciam ao PATL11.
A operação, de aproximadamente R$ 355 milhões, foi integralizada por meio de cotas da 11ª emissão do fundo, com cap rate médio de 10,7% ao ano.
A transação prevê garantia de renda mínima mensal de cerca de R$ 3,2 milhões pelo prazo de seis meses após a conclusão. Também foi estabelecida a possibilidade de repasse ao PATL11 de eventual ganho de capital líquido, caso os imóveis sejam vendidos dentro desse mesmo intervalo.
O portfólio reúne mais de 40 ativos, distribuídos em sete estados, com mais de 2 milhões de metros quadrados de ABL.
O fundo mantém histórico de baixa vacância e ainda possui uma alocação estratégica em 10 FIIs, com foco prioritário no segmento industrial e logístico. Entre as principais posições dessa carteira estão INLG11 e BTCI11.
Na composição da receita por perfil de locatário, empresas de e-commerce lideram a base, com 28% do total. Em seguida aparecem logística, com 17%, automotivo, com 12%, e varejo, com 6%.
Entre os principais inquilinos, Mercado Livre representa 67% da receita, seguido por Shopee, com 10%, Volkswagen, com 6%, e Electrolux, também com 6%.
No mercado secundário, HGLG11 avançou 0,3% em maio. No acumulado de 2026, a valorização chega a 2,4%. Desde o início do fundo, em março de 2011, o retorno acumulado é de 627,5%, equivalente a 14,1% ao ano, acima do IFIX e do CDI no mesmo período.