Lucro do HGCR11 salta 19,7%; veja os fatores que levaram a esse resultado

Lucro do HGCR11 salta 19,7%; veja os fatores que levaram a esse resultado
Lucro do HGCR11 salta 19,7%. Foto: iStock

O fundo imobiliário HGCR11 encerrou fevereiro de 2026 com um resultado de R$ 13,782 milhões, desempenho que representou avanço de 19,7% frente ao mês anterior. Em janeiro, o fundo havia registrado R$ 11,511 milhões.

As receitas totais do mês alcançaram cerca de R$ 14,539 milhões, enquanto as despesas do HGCR11 ficaram em torno de R$ 1,104 milhão.

Entre os fatores que influenciaram o resultado do período estão alguns eventos extraordinários registrados na carteira. 

Nesse sentido, o fundo imobiliário HGCR11 recebeu amortização antecipada dos CRIs Sforza IPCA e CDI, no montante de R$ 1,2 milhão, o que acrescentou aproximadamente R$ 0,06 por cota ao resultado. 

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Por outro lado, a amortização de R$ 17 milhões do FII Helbor Unidades Autônomas III gerou impacto negativo equivalente a R$ 0,01 por cota. Já a venda do CRI Lorena, realizada por R$ 8,4 milhões, contribuiu com resultado positivo de cerca de R$ 0,01 por cota.

Com base no desempenho registrado em fevereiro, o FII HGCR11 realizou uma distribuição total de R$ 14,647 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,95 por cota aos investidores.

Reservas e o que impactou o resultado do HGCR11 no mês

Após essa distribuição, o fundo manteve resultado acumulado de R$ 0,49 por cota, ligeiramente abaixo do valor observado em janeiro, quando o montante era de R$ 0,54 por cota. 

Ao mesmo tempo, o valor de inflação apropriada na carteira subiu para R$ 1,03 por cota, ante R$ 0,87 por cota no mês anterior. 

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Dessa forma, a soma entre resultados acumulados e inflação apropriada atingiu R$ 1,51 por cota ao final de fevereiro, acima dos R$ 1,42 por cota registrados em janeiro.

No encerramento do mês, a carteira do fundo HGCR11 estava praticamente totalmente alocada, com 100,1% do patrimônio líquido investido. 

Desse total, 91,2% estavam direcionados a CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de 14,5% ao ano, equivalente a aproximadamente IPCA + 9,1% ao ano. O prazo médio das operações é de 3,7 anos, enquanto o spread médio alcança 1,4% ao ano.

A gestão destacou que, no fechamento de fevereiro, houve um descasamento temporário entre o valor provisionado para pagamento de rendimentos e o caixa disponível, o que levou o fundo a reportar posição de caixa equivalente a -0,1% do patrimônio líquido. 

Segundo o relatório do HGCR11, o ajuste nas reservas será realizado para o pagamento dos dividendos previstos para março de 2026.

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