A corrida das gigantes de tecnologia para expandir a infraestrutura de inteligência artificial continua acelerando os investimentos em energia. O mais novo movimento veio da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, que confirmou a construção de seu primeiro data center no Canadá, empreendimento que deverá consumir 1 gigawatt (GW) de potência instalada e receber investimentos superiores a C$ 13 bilhões, cerca de R$ 47 bilhões.

O projeto será instalado na província de Alberta e terá como diferencial o abastecimento integral por fontes renováveis. Além de contratar energia limpa, a Meta informou que financiará a expansão da infraestrutura elétrica necessária para atender ao novo complexo, incluindo reforços na rede de transmissão e novos empreendimentos de geração.

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A companhia também adotará um sistema de refrigeração em circuito fechado com resfriamento a seco, tecnologia que praticamente elimina o consumo operacional de água durante o funcionamento do centro de dados. O objetivo é reduzir o impacto ambiental da instalação, que será voltada exclusivamente ao processamento de aplicações de inteligência artificial.

O anúncio reforça uma tendência observada em todo o mundo: à medida que a demanda por computação cresce, empresas de tecnologia passam a disputar contratos de fornecimento de energia renovável para garantir segurança energética e cumprir metas de descarbonização.

Expansão dos data centers fortalece cenário para o SNEL11

No Brasil, existem fundos imobiliários que buscam captar esse movimento. Embora não invista diretamente em data centers, o SNEL11 está inserido no segmento. O aumento do consumo de energia por grandes centros de processamento de dados amplia a necessidade de novos projetos de geração renovável, área na qual o fundo concentra seus investimentos.

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No Brasil, essa tendência também já aparece nos números. Segundo o Ministério de Minas e Energia, os pedidos de conexão de futuros data centers à rede elétrica brasileira já somam 38 GW, um volume que evidencia o potencial de expansão da demanda por eletricidade nos próximos anos.

O país, inclusive, vem consolidando sua posição como principal mercado latino-americano para esse tipo de infraestrutura. Estudo da consultoria JLL aponta que o Brasil reúne quase metade da capacidade operacional de data centers da região e concentra mais de 70% dos projetos atualmente em construção.

FII vem buscando expansção de ativos

Nesse contexto, o SNEL11 segue acelerando sua expansão. Neste ano, o fundo concluiu a aquisição de 20 usinas solares operacionais, em uma operação de aproximadamente R$ 436 milhões, acrescentando 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio.

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Ao mesmo tempo, o veículo lançou sua quinta oferta pública de cotas, que pode movimentar até R$ 2,3 bilhões caso haja exercício do lote adicional.

Os recursos deverão financiar novas aquisições de ativos de geração renovável, posicionando o fundo para acompanhar uma demanda estruturalmente crescente por energia limpa, impulsionada tanto pela transição energética quanto pela expansão global da inteligência artificial.