RBRX11 se destaca entre hedge funds imobiliários, aponta análise da XP
A XP recomendou compra do fundo imobiliário RBR Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11), apontando uma combinação de desempenho histórico acima da média e perspectivas positivas com a incorporação do RBRF11. Segundo a casa, o fundo reúne condições para seguir entregando resultados consistentes mesmo em um cenário ainda desafiador para ganhos de capital no mercado imobiliário.
Na avaliação da XP, um dos principais pilares da tese é o histórico sólido de geração de retorno. Desde sua estreia, o RBRX11 acumulou uma rentabilidade equivalente a 104,9% do IFIX quando considerada a variação da cota de mercado, desempenho que já o posiciona acima de parte relevante dos pares no segmento de hedge funds imobiliários.
Quando a análise é feita pela ótica da rentabilidade patrimonial ajustada — métrica que, segundo a XP, reflete melhor o desempenho da gestão e do portfólio diante do elevado deságio da cota em relação ao valor patrimonial — o resultado é ainda mais expressivo. Nessa base, o retorno do fundo alcança 223,9% do IFIX, superando com folga a média dos fundos listados com estratégia semelhante.
Outro ponto central da recomendação está na incorporação do RBRF11, vista como uma fonte relevante de assimetria positiva. A operação aumenta a escala do RBRX11, que passa a ocupar a posição de terceiro maior hedge fund imobiliário listado, ampliando a liquidez das cotas, reduzindo a volatilidade e abrindo espaço para operações que antes não eram viáveis.
Além do ganho de escala, a XP destaca que a transação tende a eliminar custos intermediários, aumentar a eficiência operacional e liberar capital ao zerar prejuízos contábeis, sem impacto negativo sobre a distribuição de rendimentos.
Guidance do RBRX11: XP vê manutenção
A expectativa da casa é de manutenção dos dividendos mensais em torno de R$ 0,09 por cota, reforçando a atratividade do fundo para investidores focados em renda.
No que diz respeito à precificação, o RBRX11 negocia, segundo a XP, com desconto atrativo e a múltiplos inferiores aos dos principais hedge funds do mercado. Esse descompasso tende a se ajustar após a incorporação do RBRF11, especialmente em um ambiente de expectativa de início do ciclo de cortes da Selic a partir de março de 2026.
Nesse contexto, a casa avalia que o fundo apresenta um yield competitivo, estimado em 12,9%, considerando a qualidade do portfólio.
Troca de gestora entra no radar
Como principal ponto de atenção, a XP menciona a possibilidade de mudança na gestão do fundo, diante da tendência de aquisição do braço de fundos listados da RBR Asset pelo Pátria Investimentos.
Ainda assim, a avaliação é de que o RBRX11 segue bem posicionado, dado o histórico da provável nova gestora e sua experiência na geração de retornos acima da média em fundos de perfil semelhante.