RBRX11 ajusta carteira, reduz posição em FIIs e lucra acima de R$ 12 milhões

RBRX11 ajusta carteira, reduz posição em FIIs e lucra acima de R$ 12 milhões
Fundo imobiliário RBRX11 - Foto: Pixabay

O fundo imobiliário RBRX11 encerrou novembro com resultado de R$ 12,9 milhões. No mês, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,09 por cota em dividendos, o equivalente a um dy anualizado de 14,7%, considerando o preço de fechamento de novembro.

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Os rendimentos foram pagos em 22 de dezembro aos cotistas com posição em 12 de dezembro, e o período foi encerrado com reserva de lucros de R$ 0,003 por cota.

Do ponto de vista de alocação, a gestão seguiu reduzindo a exposição ao TEPP11, movimento ligado à consolidação do antigo RBRF11 no RBRX11 e à captura da valorização do ativo ao longo do ano. Com isso, o fundo vem aumentando a parcela destinada a crédito e diminuindo gradualmente a exposição a FIIs listados, considerados não estratégicos neste momento do ciclo.

No segmento de crédito, o foco permanece em operações com garantias robustas e remuneração atrelada ao CDI, buscando melhorar o dividendo recorrente e a relação risco-retorno. Em novembro, foram alocados R$ 20 milhões no CRI Embraed Alaia, empreendimento de alto padrão em Balneário Camboriú, com taxa de CDI + 4,0% ao ano e estrutura de garantias que inclui alienação fiduciária, cessão de recebíveis, aval e covenants operacionais, como LTV de 65%.

Já em dezembro, a gestão avançou na alocação de cerca de R$ 130 milhões em um CRI High Grade, com taxa de CDI + 1,6%, vinculado a um FII logístico relevante.

Nas operações estruturadas, o fundo também avançou na venda de uma unidade do empreendimento Kalea Jardins, ativo de alto padrão no qual o RBRX11 detém cinco unidades. A transação, em fase final de conclusão, deve gerar ganho de capital relevante e está alinhada à tese de investimentos de “curva J”, que combina desembolso inicial de caixa com retorno superior ao de CRIs após a maturação dos projetos.

Guidance do RBRX11

Com esse reposicionamento, a gestão reforça a estratégia de priorizar ativos que gerem proventos mensais, elevando o FFO recorrente e sustentando a distribuição de rendimentos.

A expectativa é manter o dividendo em R$ 0,09 por cota até o fim de 2025, em linha com o material apresentado na consolidação entre RBRF e RBRX.

PL do Fundo

Atualmente, cerca de 11,9% do patrimônio líquido do fundo está alocado em posições que não geram fluxo de caixa mensal. Segundo a gestão, é justamente esse tipo de investimento que cria espaço para retornos acima da média da indústria no médio prazo.

No cenário-alvo, o potencial de distribuição pode evoluir de R$ 0,101 por cota para R$ 0,12 por cota, à medida que a nova alocação seja implementada de forma gradual.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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