Safrinha avança a 22% no Centro-Sul; veja importância para SNFZ11
A colheita da segunda safra de milho ganhou ritmo no Centro-Sul do Brasil e alcançou 22% da área cultivada até a última quinta-feira (25), segundo levantamento da consultoria AgRural. O avanço representa um crescimento de seis pontos percentuais em relação à semana anterior e supera os 18% registrados no mesmo período da safra passada.
Mato Grosso permanece como o principal destaque da colheita nacional. O estado lidera isoladamente os trabalhos, embora também enfrente desafios provocados pelo excesso de umidade, que tem afetado a qualidade dos grãos e a logística de recebimento da produção recém-colhida.
Nos demais estados do Centro-Sul, especialmente no oeste do Paraná, as condições climáticas seguem pressionando a operação. Segundo a AgRural, o frio e a umidade têm provocado perdas pontuais de qualidade, tornando a colheita mais lenta em diversas regiões.
Mesmo diante desse cenário, as perspectivas para a safra permanecem positivas. A consultoria estima uma produção nacional de 108,2 milhões de toneladas de milho safrinha, mantendo o cereal como um dos principais pilares do agronegócio brasileiro.
Safrinha avança e reforça importância de Mato Grosso para o SNFZ11
O avanço da colheita em Mato Grosso também reforça a estratégia do SNFZ11, que possui fazendas localizadas em Gaúcha do Norte, uma das regiões mais representativas da produção de soja e milho safrinha no estado.
O modelo de sucessão entre soja e milho permite utilizar a mesma área em duas culturas ao longo do ano agrícola, aumentando a eficiência da terra, diluindo custos e ampliando a geração de receitas das propriedades rurais.
Além do bom andamento da safra, a produtividade mato-grossense segue em patamar elevado. A estimativa para o ciclo 2025/26 aponta rendimento médio de 120,28 sacas por hectare e produção estadual de aproximadamente 53,35 milhões de toneladas.
A relevância do estado para o fundo vai além do volume produzido. Mato Grosso concentra algumas das áreas agrícolas mais produtivas do país, beneficiadas por tecnologia, escala e condições favoráveis ao cultivo da segunda safra, fatores que sustentam a valorização das propriedades rurais no longo prazo.
Dupla safra amplia geração de renda no campo
A estratégia do SNFZ11 está diretamente ligada ao modelo de dupla safra, que combina a produção de soja durante o verão com o plantio de milho na sequência. Esse sistema permite maior aproveitamento da terra e cria diferentes fontes de receita ao longo do ano.
Embora o desempenho da safra atual seja considerado robusto, os produtores já acompanham o aumento dos custos para o próximo ciclo. Segundo levantamento do Senar Mato Grosso em parceria com o Imea, o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação à temporada anterior.
O Custo Operacional Efetivo também avançou, alcançando R$ 5.528,49 por hectare. Considerando a produtividade projetada, o preço de equilíbrio necessário para cobrir esses custos foi estimado em R$ 45,96 por saca.
Mesmo diante desse cenário, o milho safrinha continua desempenhando papel estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo a Conab, a segunda safra já responde por aproximadamente 75% da produção nacional do cereal, impulsionada pelos avanços tecnológicos, pelo plantio direto e pelo melhoramento genético.
Além das exportações, o cereal abastece cadeias como proteína animal, fabricação de ração e a crescente indústria de etanol de milho, fatores que fortalecem a demanda doméstica e sustentam a importância das regiões produtoras onde o SNFZ11 mantém seus ativos.