HGLG11 eleva dividendos em 6,4% e projeta R$ 1,17 por cota no 2º semestre
O fundo imobiliário HGLG11 (Patria LOG FII) elevou os dividendos para R$ 1,17 por cota, aumento de 6,4% em relação aos R$ 1,10 distribuídos nos meses anteriores. Além do reajuste, a gestão projeta manter a distribuição mensal nesse patamar ao longo do segundo semestre de 2026, conforme o relatório gerencial referente a julho.
O rendimento de R$ 1,17 por cota será pago em 14 de agosto. A elevação interrompe um período de estabilidade dos dividendos: o fundo imobiliário manteve pagamentos de R$ 1,10 por cota durante o primeiro semestre, seguindo a projeção apresentada pela gestão no fim de 2025.
No relatório de dezembro de 2025, o HGLG11 já havia indicado a expectativa de elevar os rendimentos para aproximadamente R$ 1,17 por cota no segundo semestre. Na ocasião, a gestão condicionou a concretização da projeção ao cronograma de conclusão de transações em andamento e à normalização de determinados fluxos contratuais.
Venda contribui para ampliar dividendos
Segundo a gestão, dois acontecimentos contribuíram para a concretização do aumento: a venda do imóvel de Itapevi, em São Paulo, e a conclusão do empreendimento Simões Filho G100.
A venda de Itapevi teve peso relevante nos números de julho. O HGLG11 registrou receita total de R$ 2,09 por cota e resultado de R$ 1,82 por cota no mês. A primeira parcela recebida pela venda do galpão contribuiu com R$ 0,83 por cota para o resultado.
O imóvel havia sido adquirido em agosto de 2023 e estava locado ao Carrefour. A venda foi fechada por R$ 119,8 milhões, valor 7,9% superior ao laudo de avaliação de abril de 2026. Do total, R$ 101,7 milhões foram previstos para pagamento à vista e outros R$ 18,1 milhões em 24 meses.
A gestão calcula lucro total de R$ 44,5 milhões, equivalente a R$ 0,98 por cota, e retorno líquido de aproximadamente 27% ao ano na operação.
A transação também integra os resultados não recorrentes considerados pela gestão para o segundo semestre. A projeção para os próximos meses combina, portanto, o resultado recorrente do fundo com ganhos não recorrentes.
Resultado recorrente deve cair
O HGLG11 encerrou o primeiro semestre com resultado recorrente médio de R$ 1,08 por cota. Para o segundo semestre, a projeção da gestão é de R$ 1,04 por cota, uma redução de aproximadamente 3,7%.
Segundo o relatório gerencial, a redução está relacionada à alocação de capital nos novos galpões AAA desenvolvidos na modalidade BTS (Build to Suit) para o Mercado Livre. Durante o período de obras, esses recursos permanecem alocados nos projetos sem gerar o retorno esperado após a conclusão dos empreendimentos.
A gestão estima que os resultados não recorrentes acrescentem R$ 0,14 por cota, levando o resultado médio projetado do segundo semestre a aproximadamente R$ 1,18 por cota. A expectativa é distribuir R$ 1,17 por cota mensalmente.
Assim, o aumento dos dividendos ocorre mesmo diante da projeção de redução temporária do resultado recorrente. Segundo a gestão, essa diferença deve ser compensada por resultados não recorrentes, incluindo operações de reciclagem do portfólio, estratégia que envolve a venda de ativos.
HGLG11 projeta alta de rendimentos
Os projetos em desenvolvimento também fazem parte da estratégia do fundo para ampliar a geração de receitas após a conclusão das obras. A gestão cita os empreendimentos Itupeva G400 e Simões Filho G200, ambos com contratos BTS para o Mercado Livre, ao apresentar suas projeções para os próximos períodos.
Além dos R$ 1,17 mensais projetados para o segundo semestre, o HGLG11 informou ter uma perspectiva positiva de elevação dos rendimentos no primeiro semestre de 2027, considerando a conclusão das obras de Itupeva G400 e Simões Filho G200. O fundo ressaltou que eventuais mudanças nesse cenário serão comunicadas nos próximos relatórios.
O cenário representa uma mudança em relação ao primeiro semestre. Em junho, por exemplo, o HGLG11 distribuiu R$ 1,10 por cota, apesar de ter apurado resultado de R$ 1,47 por cota naquele mês.
Ao fim de julho, o FII apresentava patrimônio líquido de R$ 7,6 bilhões e valor de mercado de R$ 6,7 bilhões. A cota de mercado utilizada no relatório era de R$ 147,42, ante valor patrimonial de R$ 166,43, equivalente a uma relação preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,89 vez. O dividend yield de mercado informado pela gestão era de 9,5% ao ano.
Para o segundo semestre, o HGLG11 trabalha com resultado médio projetado de R$ 1,18 por cota e distribuição mensal de R$ 1,17 por cota. A composição projetada inclui R$ 1,04 por cota de resultado recorrente e R$ 0,14 por cota de resultado não recorrente, enquanto parte do capital permanece direcionada aos novos desenvolvimentos.