O fundo imobiliário HGLG11 registrou resultado distribuível de R$ 46,37 milhões em agosto de 2026, o equivalente a R$ 1,02 por cota, segundo as informações mais recentes do fundo. No período, as receitas totais alcançaram R$ 58,39 milhões, ou R$ 1,28 por cota.

A receita de locação do HGLG11 somou R$ 55,42 milhões no mês, ou R$ 1,22 por cota, com as receitas mobiliárias acrescentando R$ 2,31 milhões e as extraordinárias, R$ 655,5 mil. As despesas ficaram em R$ 12,02 milhões. 

Segundo a gestão, o mês foi beneficiado de forma não recorrente pela receita extraordinária da SPE do ativo Guarulhos, de R$ 0,01 por cota, enquanto despesas de comercialização tiveram impacto negativo de R$ 0,02 por cota.

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Mesmo com o resultado distribuível de R$ 1,02 por cota, o fundo imobiliário HGLG11 anunciou a distribuição de R$ 1,17 por cota referente a agosto, com pagamento em 15 de setembro de 2026, o que totalizou R$ 53,35 milhões. 

O guidance da gestão prevê manter os rendimentos em R$ 1,17 por cota no segundo semestre de 2026, e o fundo apresentava reserva acumulada de R$ 0,93 por cota. 

As movimentações comerciais do HGLG11

O FII HGLG11 encerrou agosto com 41 imóveis em oito estados, que somam cerca de 2,28 milhões de metros quadrados de ABL, com 188 locatários e vacância física de 2,9%.

Entre as mexidas do mês, o fundo registrou a entrada da Repassa e a saída da PMLog no CLE, enquanto o ativo de São José dos Campos recebeu a Newelog e Duque de Caxias teve a saída da Clubbi. 

Para janeiro de 2027, estão previstas ainda as desocupações da Cargill e da Hospcom, em Goiânia, e do Boticário, no HGLG Serra, o que, segundo a gestão, pode elevar a vacância física a 3,6%.

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Na frente comercial, o fundo informou que o CLE, em Embu das Artes, segue com fluxo relevante de visitas e rápida absorção dos espaços. 

Em Duque de Caxias, a locação do último módulo disponível estava em estágio avançado, enquanto Itatiaia avançou nas tratativas e Extrema e Osasco mantiveram fluxo recorrente de interessados, em paralelo às negociações de renovações, revisões e às tratativas com potenciais compradores dentro da estratégia de reciclagem.

O desenvolvimento dos ativos do HGLG11

Outra frente do mês foi o desenvolvimento dos empreendimentos. O fundo HGLG11 concluiu a primeira fase do HGLG Itupeva G400, liberando a área para o Mercado Livre iniciar as obras de layout interno. 

O empreendimento atingiu 86,8% de avanço físico consolidado, com a segunda fase prevista para novembro, e o galpão, de 52,2 mil metros quadrados de ABL, foi integralmente contratado pelo Mercado Livre em um Built to Suit de dez anos.

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Já no HGLG Simões Filho G200, o avanço físico chegou a 12% ao fim de agosto, com a evolução da fabricação das estruturas e o início da montagem da cobertura. 

A gestão informou, porém, que o cronograma de conclusão deverá ser postergado por causa do impacto das chuvas, com a nova data ainda em definição.

A carteira segue concentrada principalmente em imóveis logísticos e industriais, com a exposição complementar a outros FIIs em 2% do patrimônio em agosto, formada por oito fundos ligados prioritariamente aos segmentos industrial e logístico.

O fundo também segue no processo de consolidação da plataforma logística da gestora. Segundo o relatório de agosto, continuavam em avaliação alternativas para uma eventual consolidação com o RBRL, enquanto a incorporação do LVBI e de fundos da Brookfield dependia, entre outras condições, de um parecer da CVM. 

A expectativa da gestão era avançar nesses processos ao longo do segundo semestre de 2026, sem garantia quanto ao cronograma efetivo do HGLG11.