SNEL11 cresce 192% em patrimônio e reforça portfólio solar
O fundo imobiliário SNEL11, focado em ativos de geração distribuída solar, encerrou 2025 com forte expansão patrimonial e avanço relevante na alocação de capital. Em dezembro, o fundo registrou resultado distribuível de R$ 9,6 milhões, em um mês marcado por captação milionária e novas aquisições.
No cenário macro, dezembro foi marcado pela mudança da bandeira tarifária da Aneel para amarela, reduzindo o custo extra ao consumidor. O ano de 2025 havia sido caracterizado pela forte queda no nível dos reservatórios, que recuaram de 69,7% para 45,5%, pressionando a volatilidade tarifária.
Segundo o fundo, a manutenção do baixo patamar de armazenamento e a falta de expectativa de recuperação hídrica devem pressionar o mercado para novas bandeiras tarifárias, fator relevante para o setor elétrico.
O SNEL11 concluiu sua 4ª emissão de cotas, com captação total de R$ 622 milhões, elevando o patrimônio líquido para R$ 909,3 milhões ao fim de dezembro. Na comparação com junho de 2025 — antes do início da oferta — o crescimento patrimonial foi de 192%.
A base de investidores também avançou de forma expressiva, passando de 34.559 cotistas para 63.023 no período, alta de 82%. Segundo o fundo, o aumento de escala traz ganhos de liquidez, diversificação e maior poder de barganha nas negociações. Atualmente, o FII está num patamar superior a 70 mil cotistas.
SNEL11 adquire 20 ativos e expande diversificação
Com os recursos captados, o SNEL11 celebrou 20 contratos de aquisição de ativos solares de geração distribuída, totalizando 87,5 MWp de capacidade instalada, distribuídos em 22 cidades de oito estados brasileiros. O valor total das aquisições soma R$ 436,2 milhões.
De acordo com a gestão, os novos ativos apresentam Taxa Interna de Retorno (TIR) real projetada de 14,44% ao ano, líquida de custos do fundo. A expectativa é que, após maturação, a capacidade de geração do portfólio possa crescer até 195%, considerando o potencial adicional de 153.460 MWh anuais.
Entre os ativos já integralizados ao portfólio estão as UFVs Paramirim, Cruzeiro do Sul, Soleil e Juti, somando 16,9 MWp que já concluíram a etapa de closing.
Saída da Lemon e novos contratos Take or Pay
No campo operacional, dezembro marcou a conclusão do distrato integral com a Lemon no projeto Petrolina. Apesar da saída, a antiga locatária continuará repassando ao fundo valores residuais referentes a créditos acumulados por até 60 meses.
As unidades foram imediatamente locadas para a Setta Energia, por meio de contratos na modalidade Take or Pay, com prazo de 10 anos, multa equivalente a 12 aluguéis e aviso prévio de 12 meses.
O modelo aumenta a previsibilidade de receitas, embora parte dos primeiros pagamentos tenha sido diferida para viabilizar a reorganização da nova locatária.