KFOF11 tem resultado 22,3% maior; veja projeção de dividendos do FII
O fundo imobiliário KFOF11 encerrou março com um lucro de R$ 6,761 milhões, superando os R$ 5,527 milhões registrados em fevereiro.
Parte relevante desse desempenho veio do resultado com movimentações no portfólio do KFOF11, que adicionaram R$ 0,19 por cota ao caixa do fundo.
Além disso, a estratégia segue apoiada em uma reserva acumulada de R$ 0,84 por cota, que pode ser utilizada para suavizar a distribuição de rendimentos do KFOF11 ao longo do tempo.
A gestão mantém a expectativa de pagamentos entre R$ 0,75 e R$ 0,85 por cota no primeiro semestre de 2026, considerando como referência um valor central de R$ 0,80 por cota, que é o patamar já anunciado para o mês.
As receitas totais somaram R$ 3,938 milhões em março, enquanto as receitas financeiras atingiram R$ 1,444 milhão.
Em termos de patrimônio, a cota do fundo KFOF11 apresentou leve recuo de 0,14% no mês, desempenho superior ao do IFIX, que registrou queda de 1,06% no mesmo intervalo. O valor patrimonial passou de R$ 94,55 no fim de fevereiro para R$ 93,25 ao final de março.
No mercado secundário, a cota negociada teve desvalorização mais acentuada, com queda de 1,29%, levando o fundo a encerrar o mês com um desconto de 10,35% em relação ao seu valor patrimonial.
Ajustes no portfólio do fundo imobiliário KFOF11
Durante março, a gestão promoveu ajustes relevantes na carteira. Houve redução de exposição em fundos de CRI e estratégias multissetoriais, além do encerramento de posições vendidas nos segmentos de shoppings e renda urbana, operações que contribuíram positivamente para o resultado.
O fundo imobiliário KFOF11 terminou o mês com 19,2% do patrimônio alocado em caixa e instrumentos como LCI, mantendo liquidez para aproveitar novas oportunidades.
Segundo a gestão, seguem em análise ativos que apresentem taxas internas de retorno (TIR) atrativas diante do cenário macroeconômico.
A carteira permanece majoritariamente investida em cotas de outros fundos imobiliários, que representam 76,2% do portfólio.
Essa exposição está dividida entre duas frentes principais, uma delas é a alocação tática, voltada para capturar oportunidades de curto e médio prazo, e a alocação imobiliária, com foco em ativos de maior qualidade e horizonte mais longo.
O KFOF11 tem como proposta gerar renda recorrente por meio de uma carteira diversificada de FIIs, ao mesmo tempo em que busca ganhos de capital com a gestão ativa das posições.