China acelera com US$ 2 tri em energia limpa; Brasil pode replicar movimento e beneficiar SNEL11?

China acelera com US$ 2 tri em energia limpa; Brasil pode replicar movimento e beneficiar SNEL11?
Energia solar. Foto Unsplash

A expansão acelerada das energias renováveis tem redesenhado o setor elétrico global — e a China é hoje o principal termômetro desse movimento. Pela primeira vez, a capacidade combinada de energia solar e eólica superou a do carvão no país, marcando uma virada histórica na matriz energética chinesa.

Em 2025, a China alcançou cerca de 3.890 GW de capacidade instalada, com destaque para o crescimento de 35% da energia solar, que atingiu 1.200 GW, e de 23% da eólica, chegando a 640 GW. Em contraste, a geração térmica — majoritariamente baseada em carvão — avançou apenas 6%, evidenciando uma mudança estrutural no modelo energético.

A tendência deve se intensificar: projeções indicam que fontes renováveis e nucleares poderão representar 63% da matriz elétrica já em 2026.

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Esse avanço não se limita à questão ambiental. O país transformou a transição energética em vetor econômico, impulsionando cadeias industriais como baterias, veículos elétricos, hidrogênio verde e infraestrutura de transmissão — responsáveis por grande parte do crescimento recente do PIB.

Brasil busca seguir tendência da China, com crescimento robusto da solar

No Brasil, o movimento ocorre em menor escala, mas com dinâmica semelhante. O setor solar já movimentou mais de R$ 300 bilhões desde o início de sua expansão, consolidando-se como uma das principais frentes de investimento em infraestrutura energética.

Além dos aportes, o segmento gerou mais de 2 milhões de empregos e cerca de R$ 96 bilhões em arrecadação tributária, refletindo o impacto econômico da tecnologia.

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A expansão também trouxe maior diversificação de modelos de negócio, incluindo geração distribuída, grandes usinas e a entrada crescente de fundos estruturados.

SNEL11 e o avanço dos investimentos em energia limpa

Com isso, veículos como o SNEL11 ganham relevância ao oferecer exposição direta à transição energética. Recentemente, o fundo anunciou a aquisição de 20 usinas solares distribuídas em diferentes estados, somando 87,5 MWp de capacidade instalada, em um investimento de R$ 436,2 milhões.

A operação reforça uma estratégia alinhada ao que se observa globalmente: diversificação geográfica, previsibilidade de receita e foco em ativos reais ligados à geração de energia limpa.

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A taxa interna de retorno (TIR) estimada de 14,44% ao ano evidencia o potencial financeiro desses projetos, especialmente em um cenário de crescente demanda por energia e busca por ativos de renda estável.

Transição energética como vetor global de valor

O paralelo entre China e Brasil mostra que, apesar das diferenças de escala, a direção é a mesma: aumento da participação das renováveis, maior sofisticação dos modelos de investimento e integração com cadeias produtivas mais amplas.

Enquanto a China lidera em volume e velocidade, o Brasil avança com base em recursos naturais abundantes e um mercado em consolidação. Nesse ambiente, fundos como o SNEL11 se posicionam como ponte entre o investidor e essa transformação estrutural, capturando valor em um dos setores mais dinâmicos da economia global.

O que é o Mercado Livre de Energia?

O chamado mercado livre de energia funciona como um ambiente no qual consumidores podem escolher de quem comprar eletricidade, negociando diretamente com geradores ou comercializadores. Diferentemente do modelo tradicional, em que as tarifas são reguladas, nesse formato há liberdade para definir preços, prazos e condições contratuais. Na prática, isso permite maior flexibilidade na gestão do consumo e dos custos, além de abrir espaço para estratégias mais eficientes por parte das empresas.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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