Energia renovável economiza US$ 480 bilhões e reforça cenário favorável ao SNEL11
A expansão da geração de energia renovável continua ampliando sua vantagem econômica em relação aos combustíveis fósseis e reforça um ambiente positivo para ativos ligados ao setor, como o SNEL11, fundo imobiliário com foco em usinas solares.
Um levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) estima que as fontes renováveis evitaram cerca de US$ 480 bilhões em gastos globais com combustíveis fósseis ao longo de 2025. O estudo aponta que a maior parte dos novos projetos de geração limpa já apresenta custos inferiores aos das alternativas convencionais.
Segundo a agência, mais de 90% da capacidade renovável incorporada no ano foi instalada com custo menor do que o da opção fóssil mais competitiva disponível no mercado.
A avaliação reforça a consolidação das energias renováveis como alternativa economicamente viável para expansão da matriz elétrica mundial.
Os dados mostram que a energia solar fotovoltaica manteve custo médio de geração em torno de US$ 44 por megawatt-hora (MWh), enquanto a energia eólica terrestre ficou ainda mais competitiva, com redução de 4% nos custos, para US$ 33/MWh. Já a eólica offshore registrou queda de 3%, alcançando US$ 78/MWh.
Emissão do SNEL11 pode triplicar patrimônio e multiplicar número de projetos
De acordo com o prospecto da oferta do SNEL11, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.
A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeito às etapas regulatórias e de mercado.
Junho teve maior volume de negociação da história do FII
O fundo fechou junho com o maior volume de negociações desde o seu lançamento. Segundo dados da gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o veículo no período.
O aumento da liquidez coincidiu com a ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, o fundo registrou a entrada de 17.327 novos cotistas, enquanto 4.966 investidores deixaram o FII. O saldo líquido foi de 12.361 novos cotistas no intervalo apurado.