OUJP11 lidera ranking dos FIIs do IFIX com maiores retornos em 2026

OUJP11 lidera ranking dos FIIs do IFIX com maiores retornos em 2026
Dividendos do CPTS11: veja quanto será pago em junho. Imagem gerada por IA

Os fundos ligados ao mercado de crédito imobiliário figuram entre os destaques de desempenho do IFIX em 2026. Levantamento da Quantum indica que o OUJP11 (Ourinvest JPP) liderava o ranking de valorização entre os componentes do principal índice de fundos imobiliários da B3 até 31 de maio de 2026.

Na sequência aparecem veículos com diferentes estratégias de alocação, abrangendo recebíveis imobiliários, fundos híbridos e outras teses voltadas ao mercado imobiliário.

O ranking considera exclusivamente ativos que integravam o IFIX até o fim de maio. O índice é a principal referência do mercado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários mais negociados na bolsa brasileira.

FIIs com maiores retornos no IFIX

De acordo com o levantamento da Quantum, os dez ativos com melhor desempenho no IFIX até 31 de maio de 2026 foram:

Além do retorno acumulado, o estudo aponta que parte dos fundos listados detém patrimônio líquido relevante. O Maxi Renda, por exemplo, aparece com patrimônio superior a R$ 4,3 bilhões, enquanto o Kinea Securities supera R$ 1,7 bilhão.

Embora o recorte esteja focado nos componentes do IFIX, a relação inclui o BTG Pactual Logística Fiagro, estruturado como Fiagro.

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Fundos de recebíveis entre os destaques

Entre os 10 primeiros colocados do ranking, há presença relevante de fundos de recebíveis imobiliários, segmento que investe principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e outros títulos vinculados ao setor.

Nesse grupo estão, por exemplo, Ourinvest JPP, Kinea Creditas, Itaú Crédito Imobiliário IPCA, Suno Recebíveis Imobiliários, Mauá Capital Recebíveis Imobiliários, Kinea Securities e Maxi Renda.

Os fundos de recebíveis se diferenciam dos chamados fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis como galpões logísticos, edifícios corporativos e shopping centers.

SNLG11, o FII que mais pagou dividendos

No levantamento de dividend yield referente a 2025, o destaque ficou para o SNLG11 (Suno Log), com indicador de 152%, seguido pelo GZIT11 (Gazit Malls).

Quando a análise considera todos os fundos imobiliários negociados na bolsa, e não apenas os integrantes do IFIX, o destaque passa a ser o VPPR11 (V2 Prime Properties).

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Segundo a Quantum, o fundo acumulava valorização de 30,77% em 2026 até maio. Na sequência apareciam o PLAG11 (Pátria Logística Agro) e o AROA11 (Aroeira 333 Renda Logística).

O levantamento também evidencia a presença de fundos de diferentes segmentos entre os maiores retornos do período.

Melhores desempenhos em maio

No recorte mensal de maio de 2026, o líder foi o FIVN11 (Vida Nova), com retorno de 18,27%. Também figuraram entre os destaques os fundos EURO11 (Europar), IRIM11 (Iridium) e NEWL11 (Newport Logística).

Os dados refletem exclusivamente o desempenho observado no mês analisado.

Fundos imobiliários mais líquidos da bolsa

Outro ranking divulgado pela Quantum mostra quais fundos registraram maior média diária de negócios na B3 até maio de 2026. Nesse indicador, o líder foi o Maxi Renda, com média de 34.155 negócios. Na sequência aparecem o GARE11 (Guardian Real Estate), o GGRC11 (GGR Covepi Renda), o CPTS11 (Capitânia Securities II) e o XPML11 (XP Malls).

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A liquidez é um dos indicadores utilizados pelos investidores para avaliar a facilidade de negociação das cotas no mercado secundário.

A Quantum ressalta que eventos extraordinários podem influenciar o dividend yield em determinados períodos. Por isso, a análise desse indicador costuma vir acompanhada de fatores como composição da carteira, recorrência dos rendimentos e características operacionais de cada um dos fundos imobiliários.

 

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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