VGHF11 anuncia novos dividendos para julho; saiba o valor
O fundo imobiliário VGHF11 confirmou o pagamento de R$ 0,07 por cota em dividendos referente a junho de 2026, valor que já vinha dos dois meses anteriores. Quem tinha cotas no encerramento do pregão de 30 de junho recebe o provento em 7 de julho.
A R$ 6,03, cotação de fechamento de junho, esse pagamento representa um retorno mensal de aproximadamente 1,16%.
Para o investidor pessoa física dentro das regras da legislação, os rendimentos do VGHF11 chegam sem desconto de Imposto de Renda.
Olhando para maio, cujo pagamento foi em junho, o mesmo R$ 0,07 por cota correspondia a uma rentabilidade líquida de 10,9% ao ano, ou IPCA menos 0,7% ao ano, medida sobre a cota patrimonial do fim de abril.
No acumulado de 12 meses, até aquele momento, a soma distribuída chegava a R$ 0,92 por cota, o equivalente a 11,3% ao ano líquidos, ou IPCA mais 6,9% ao ano sobre a mesma base.
O que mexeu na carteira do VGHF11
A cota patrimonial recuou R$ 0,16 em maio, movimento puxado pela desvalorização da carteira de FIIs do fundo imobiliário VGHF11, que acompanhou a queda de 1,32% do IFIX no mês. Do lado das negociações, a gestão trabalhou nas duas frentes do portfólio.
Na carteira VALOR, houve vendas líquidas de R$ 2,9 milhões, concentradas em cotas de FIIs líquidos, o que levou essa parcela a 52,9% dos ativos-alvo, ante 52,5% em abril.
Na carteira RENDA, as vendas líquidas somaram R$ 13,5 milhões em CRIs, e o bloco encerrou maio com 47,1% dos ativos-alvo, ante 47,5% no mês anterior.
Sobre a qualidade do crédito, os CRIs Selina seguem marcados a zero, enquanto os demais ativos estão adimplentes, com a gestão avaliando a carteira como saudável.
Ao fim de maio, o FII VGHF11 tinha 102,3% do patrimônio líquido em ativos-alvo, espalhados por 133 papéis diferentes que somam R$ 1,41 bilhão.
O fundo mantinha ainda R$ 43,3 milhões, ou 3,1% do PL, em operações de compromissada reversa de CRIs, a um custo médio de CDI + 0,84% ao ano.
Na divisão por tipo de ativo, os FIIs respondem por 55,4% dos ativos-alvo, seguidos por CRIs (28,2%), SPEs (14,7%), ações (1,0%) e FIDCs (0,7%).
Por estratégia, os ativos líquidos, entre FII e ação, formam 38,2%, os ilíquidos, somando FII, SPE e FIDC subordinado, ficam com 33,4%, e o crédito, entre CRI e FIDC sênior, com 28,4%.
Dentro da carteira de CRIs do fundo VGHF11, a indexação se reparte entre CDI (35,3%), IPCA com variação apenas positiva (33,5%), IPCA (27,1%) e IPCA com variação positiva e compensação (4,2%). Por setor, o residencial domina, com 56,3%, seguido por BTS (20,6%), shopping (9,6%), pulverizado (6,9%), logística (3,4%) e infraestrutura (3,3%).
O fundo terminou maio com 378.189 cotistas e liquidez média diária de R$ 5,8 milhões, marcas que mantêm o VGHF11 entre os fundos híbridos mais acompanhados pelo mercado.