MXRF11 ou VGHF11: qual o melhor FII híbrido de papel? Veja comparativo

MXRF11 ou VGHF11: qual o melhor FII híbrido de papel? Veja comparativo
Foto: Suno/Banco

Os fundos imobiliários de papel seguem entre os preferidos dos investidores que buscam renda recorrente. Dentro desse universo, dois nomes costumam aparecer com frequência nas carteiras e nas discussões entre investidores: MXRF11 (Maxi Renda) e VGHF11 (Valora Hedge FII).

Embora ambos sejam classificados como fundos de papel com estratégia híbrida, eles possuem perfis distintos em relação ao tamanho do patrimônio, liquidez, base de investidores e comportamento das cotas na Bolsa. A seguir, reunimos os principais indicadores dos dois FIIs, sem estabelecer qual é o “melhor” investimento. O objetivo é apresentar os números para que cada investidor faça sua própria avaliação, de acordo com sua estratégia.

MXRF11 administra um patrimônio maior

Uma das principais diferenças entre os dois fundos está no tamanho da carteira administrada. O MXRF11 possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4,2 bilhões, enquanto o VGHF11 administra cerca de R$ 1,4 bilhão.

Esse porte também se reflete na quantidade de cotistas. Segundo os dados mais recentes do Funds Explorer, o MXRF11 reúne aproximadamente 1,49 milhão de cotistas, enquanto o VGHF11 possui cerca de 368 mil cotistas.

Fundos maiores podem apresentar maior escala operacional e uma base de investidores mais pulverizada. Ainda assim, esse fator, por si só, não determina melhor desempenho.

Liquidez: vantagem para o MXRF11

Outro indicador relevante é a liquidez média diária das cotas. Segundo o Funds Explorer, o MXRF11 movimenta cerca de R$ 14,5 milhões por dia, enquanto o VGHF11 negocia aproximadamente R$ 2 milhões diários.

Na prática, uma liquidez maior tende a facilitar a compra e a venda de cotas com menor impacto sobre o preço negociado.

Dividend yield: VGHF11 tem percentual superior

Quando o assunto é distribuição de rendimentos, o VGHF11 apresenta dividend yield superior nos dados do Funds Explorer. Os indicadores mostram:

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Já o valor do último rendimento distribuído foi:

É importante observar que o dividend yield é influenciado tanto pelo valor distribuído quanto pela cotação da cota. Além disso, distribuições passadas não representam garantia de pagamentos futuros.

Preço em relação ao patrimônio

Outro indicador bastante utilizado pelos investidores é o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial), que mostra quanto o mercado paga em relação ao patrimônio contábil do fundo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Segundo os dados do Funds Explorer:

Isso significa que o MXRF11 negocia ligeiramente acima do valor patrimonial, enquanto o VGHF11 é negociado com desconto em relação ao patrimônio líquido.

Vacância: indicador zerado nos dois fundos

Como se tratam de fundos de papel, cuja carteira é composta predominantemente por títulos e valores mobiliários ligados ao mercado imobiliário, ambos apresentam vacância de 0% nas plataformas consultadas.

Desempenho das cotas no último ano

Os dois fundos também apresentam comportamentos distintos em relação à valorização das cotas.

Nos últimos 12 meses, os dados do Funds Explorer mostram:

Esse indicador considera apenas a evolução do preço das cotas. Quando os dividendos são reinvestidos, a rentabilidade total do investimento pode apresentar resultado diferente.

O que os dois fundos têm em comum?

Apesar das diferenças nos indicadores, os dois FIIs compartilham algumas características.

O MXRF11 e o VGHF11 possuem gestão ativa, são classificados como fundos de papel com estratégia híbrida e investem predominantemente em ativos financeiros ligados ao mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), além de poderem manter outras posições previstas em seus regulamentos.

Essa flexibilidade permite que a composição das carteiras varie ao longo do tempo, conforme as oportunidades identificadas pelas respectivas gestoras.

Comparativo dos principais indicadores

IndicadorMXRF11VGHF11
Patrimônio líquidoR$ 4,2 bilhõesR$ 1,4 bilhão
Número de cotistas1,49 milhão368 mil
Liquidez diáriaR$ 14,5 milhõesR$ 2 milhões
Dividend Yield (12 meses)12,47%14,68%
Último rendimentoR$ 0,10R$ 0,06
P/VP1,040,71
Vacância0%0%
Variação da cota em 12 meses+9,68%-23,43%

Os indicadores mostram que MXRF11 (Maxi Renda) e VGHF11 (Valora Hedge FII) apresentam perfis diferentes dentro do segmento de fundos imobiliários de papel. Enquanto o MXRF11 se destaca pelo maior patrimônio, liquidez e base de cotistas, o VGHF11 apresenta dividend yield superior e negocia com desconto em relação ao valor patrimonial.

Esses indicadores representam apenas parte da análise de um FII e podem ser ser complementados por fatores como composição da carteira de ativos, qualidade dos créditos, indexadores, estratégia da gestão, diversificação do portfólio e perspectivas para o mercado imobiliário.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

notícias relacionadas últimas notícias