HGCR11: fundo imobiliário vê lucro saltar 18,7%; veja o que mudou na carteira do FII
Com um resultado distribuível de R$ 16,905 milhões em junho, o fundo imobiliário HGCR11 cresceu seu lucro em 18,7% ante maio. As receitas do mês chegaram a R$ 17,688 milhões e as despesas ficaram em apenas R$ 1,072 milhão.
Na conta por cota, esse resultado equivaleu a R$ 1,10. O fundo pagou R$ 0,95 por cota em dividendos, valor creditado em 14 de julho e mantido em relação aos meses anteriores. A média dos rendimentos do HGCR11 nos últimos doze meses ficou em R$ 0,99 por cota.
Medido sobre o preço, esse R$ 0,95 rende 12,4% ao ano na cota de fechamento e 11,7% na patrimonial, sem incidência de Imposto de Renda para a pessoa física.
O resultado acumulado subiu de R$ 0,52 para R$ 0,67 por cota entre maio e junho, e a inflação acruada foi de R$ 1,57 para R$ 1,60. Juntos, os dois somam R$ 2,27 por cota, contra R$ 2,09 no mês anterior.
A gestão do fundo imobiliário HGCR11 projeta subir o pagamento para R$ 1,00 por cota já no próximo trimestre, com chance de novo aumento no quarto trimestre de 2026.
Como o HGCR11 mexeu na carteira
Junho foi um mês de reforço em papéis que o fundo já carregava. O CRI Union recebeu mais R$ 16,0 milhões, a CDI + 1,70% ao ano, e o CRI JFL Lorena, outros R$ 3,0 milhões, a IPCA + 10,51% ao ano.
Na outra ponta, o CRI WTC foi resgatado antecipadamente, no volume de R$ 8,0 milhões, e o mês fechou sem operações compromissadas.
São 98,0% do patrimônio alocados, dos quais 89,6% em CRIs e operações estruturadas que rendem, em média, 16,2% ao ano, ou IPCA + 10,4% ao ano, com prazo médio de 3,7 anos e spread de 1,8%.
A carteira de crédito reúne 44 CRIs e quatro operações estruturadas. O IPCA indexa 83,3% dela (IPCA + 10,1% ao ano), à frente do CDI, com 14,2% (CDI + 3,5% ao ano), da parcela prefixada, com 2,4% (14,0% ao ano), e do IGP-M, com 0,1%. Os FIIs ocupam 8,4% do patrimônio do FII HGCR11 e o caixa, 2,0%.
Do ponto de vista setorial, o portfólio se espalha por 12 segmentos. O varejo lidera com 24%, seguido por logística (18%), shopping (12%), escritórios (8%), multifamily (7%), data center (6%) e multiestratégia (6%), enquanto os cinco segmentos restantes somam 18%. São Paulo concentra mais de 41% da carteira de CRIs do HGCR11.