HGCR11 investe “milhões” em CRIs; veja resultados do mês
O fundo imobiliário HGCR11 encerrou maio com resultado distribuível de R$ 14,253 milhões. No período, a receita total alcançou R$ 15,026 milhões, enquanto as despesas totais somaram R$ 1,073 milhão.
O resultado distribuível foi de R$ 0,92 por cota no mês. Mesmo assim, o fundo HGCR11 manteve a distribuição em R$ 0,95 por cota, com pagamento previsto para 15 de junho de 2026.
A média distribuída nos últimos 12 meses pelo fundo imobiliário HGCR11 é de R$ 1,00 por cota. Nesse intervalo, os pagamentos foram de R$ 1,05 entre junho e setembro de 2025, R$ 1,00 em outubro e novembro, e R$ 0,95 entre dezembro de 2025 e maio de 2026.
O dividend yield anualizado, calculado tanto sobre a cota patrimonial quanto sobre a cota de fechamento, variou entre 11,4% e 13,6% no período, encerrando maio em 11,7%.
Carteira do HGCR11 tem 89,8% em CRIs e operações estruturadas
A carteira terminou o mês com 98,3% do patrimônio líquido alocado. Desse total, 89,8% estavam em CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de 15,5% ao ano, equivalente a IPCA + 9,5% ao ano.
O portfólio do FII HGCR11 reúne 45 CRIs e quatro operações estruturadas, além de uma posição estratégica em fundos imobiliários equivalente a 8,5% do patrimônio líquido. Ao fim do período, não havia operações compromissadas.
Os ativos da carteira apresentam prazo médio de 3,7 anos e spread médio de 1,4% ao ano. Em termos de indexadores, a maior parte está atrelada ao IPCA, que representa 83,9% do portfólio, com taxa marcada a mercado de 9,1% ao ano, taxa de aquisição de 8,3% ao ano e prazo médio de 3,8 anos.
A parcela indexada ao CDI corresponde a 13,6%, com taxa de mercado de 3,6% ao ano e prazo de 3,2 anos. Já os ativos prefixados representam 2,4%, com taxa de 14,0% ao ano e prazo de 2,2 anos. O IGP-M responde por apenas 0,1%, com taxa de 10,5% ao ano e prazo de 3,4 anos.
Durante maio, o fundo HGCR11 reforçou posições que já estavam na carteira. Os aportes foram realizados no CRI JFL Lorena II, no valor de R$ 3,8 milhões, a IPCA + 10,51% ao ano; no CRI Union, com R$ 600 mil, a CDI + 1,65% ao ano; e no CRI Almeida Jr. Série III, com R$ 100 mil, a IPCA + 8,85% ao ano.
Também foram feitas duas novas alocações no mês: FII Estoque Centro-Oeste, no valor de R$ 15,00 milhões, a CDI + 3,50% ao ano, e CRI BR Properties, de R$ 3,00 milhões, a CDI + 1,40% ao ano.
Nas vendas, o fundo alienou R$ 5,00 milhões do CRI GPA RBVA, operação que gerou prejuízo de R$ 0,05 por cota. Também houve venda de R$ 1,00 milhão no FII VRTA11, com prejuízo de R$ 0,02 por cota, em linha com a estratégia de redução da exposição a FIIs nos fundos de crédito geridos pelo Patria.
No mercado secundário, HGCR11 registrou variação negativa de 1,3% em maio, em linha com o IFIX, que também recuou 1,3%, e abaixo do CDI bruto, de 1,1%, e do IMA-B, de 0,3%. Em 2026, o fundo acumula alta de 4,5%.
Desde julho de 2010, o retorno acumulado pelo HGCR11 é de 532,1%, equivalente a 12,5% ao ano, acima do IFIX, de 287,8%, do CDI bruto, de 343,7%, e do IMA-B, de 427,9%.