VGHF11 reduz dividendos e vende R$ 69,9 milhões em CRIs; veja as mudanças de julho

VGHF11 reduz dividendos e vende R$ 69,9 milhões em CRIs; veja as mudanças de julho
Imagem gerada por IA

O VGHF11 (Valora Hedge Fund Fundo de Investimento Imobiliário) reduziu os dividendos e promoveu mudanças em sua carteira durante julho. O fundo imobiliário passou a distribuir R$ 0,06 por cota, depois de manter o pagamento em R$ 0,07 mensais durante os seis primeiros meses de 2026. Ao mesmo tempo, a gestão vendeu R$ 69,9 milhões em CRIs indexados ao IPCA e comprou R$ 17,7 milhões em papéis ligados ao CDI.

Segundo o relatório gerencial de julho, o novo rendimento corresponde a uma rentabilidade líquida anualizada de 8,3%, ou IPCA mais 1,6% ao ano, sobre a cota patrimonial do fim de junho. Nos últimos 12 meses, os dividendos somaram R$ 0,86 por cota, equivalentes a uma rentabilidade líquida de 10,5% ao ano ou IPCA mais 5,6% ao ano sobre o valor patrimonial.

A redução para R$ 0,06 interrompe uma sequência de seis meses consecutivos de pagamentos de R$ 0,07 por cota. Em junho, por exemplo, o FII havia distribuído R$ 0,07 por cota.

VGHF11 muda carteira de CRIs

Uma das principais mudanças apresentadas no relatório ocorreu na carteira de Renda. O VGHF11 realizou R$ 29,9 milhões em vendas líquidas nessa estratégia durante julho, com movimentações entre os indexadores dos certificados de recebíveis imobiliários.

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A gestão informou ter vendido R$ 69,9 milhões da carteira de CRIs atrelados ao IPCA e comprado R$ 17,7 milhões da carteira de CRIs indexados ao CDI. Segundo a gestora, o movimento teve como objetivo “melhorar o carrego médio da carteira”.

Em termos mais simples, o fundo reduziu parte da exposição a CRIs cuja remuneração está ligada à inflação e aumentou a exposição a papéis vinculados ao CDI. O relatório não apresenta projeção sobre quanto essa alteração poderá acrescentar aos resultados ou rendimentos futuros.

A lista detalhada de operações mostra movimentações em diferentes CRIs. Entre elas, houve aproximadamente R$ 30,9 milhões em vendas do CRI Matarazzo 451S, R$ 15 milhões do CRI Helbor 86E e R$ 10,6 milhões do CRI Projetos Residenciais SP 2S.

Por outro lado, o fundo registrou cerca de R$ 37,5 milhões em compras do CRI João Dias, embora também tenha vendido aproximadamente R$ 27,1 milhões desse mesmo papel no período.

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VGHF11 investe R$ 21 milhões em FII

Julho também trouxe uma nova aplicação para a carteira do VGHF11. O fundo investiu R$ 21 milhões em cotas sênior do Edifícios Corporativos FII, com rendimento fixo de CDI mais 2% ao ano.

Segundo a gestão, o Edifícios Corporativos FII é um fundo imobiliário de tijolo que investe em quatro imóveis classificados como Triple A, localizados nos grandes centros de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Na outra frente da carteira, denominada pela gestão como estratégia de Valor, o VGHF11 registrou vendas líquidas de R$ 6,6 milhões. O principal movimento foi a venda de R$ 15,3 milhões de uma parcela do investimento na SPE Retail Cidade Matarazzo.

Mesmo com a operação, a estratégia de Valor passou a representar 53,4% dos Ativos-Alvo do fundo no encerramento de julho, ante 52,7% no mês anterior. A estratégia de renda ficou com os 46,6% restantes, ante 47,3% em junho.

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Patrimônio do VGHF11 recua em julho

Outra mudança ocorreu no tamanho e no nível de alocação da carteira. O VGHF11 terminou julho com R$ 1,342 bilhão investido em ativos-alvo, distribuídos entre 131 ativos. Esse montante correspondia a 99,7% do patrimônio líquido do fundo. Os recursos líquidos restantes estavam aplicados em instrumentos de caixa.

Um mês antes, a carteira somava R$ 1,386 bilhão em 133 ativos e representava 102,3% do patrimônio líquido. No fim de junho, o fundo também informava R$ 43,8 milhões em compromissos de recompra de CRIs, com custo médio de CDI mais 0,84% ao ano.

A cota patrimonial recuou em julho, de R$ 8,22 para R$ 8,18. Segundo a gestão, a variação negativa de R$ 0,04 por cota decorreu da desvalorização da carteira de FIIs mantida pelo fundo, em um mês no qual o IFIX apresentou queda de 0,31%.

Assim, julho reuniu uma redução dos rendimentos distribuídos, vendas de CRIs ligados ao IPCA, compras de papéis indexados ao CDI e novas alocações na carteira. O relatório gerencial não apresenta projeções para os próximos dividendos do VGHF11.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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