EXES11 mantém dividendos em R$ 0,13 pelo 19º mês seguido e amplia carteira de CRIs
O fundo imobiliário EXES11 manteve a distribuição de dividendos em R$ 0,13 por cota referente ao resultado de julho. O pagamento, anunciado em 19 de agosto, corresponde a um dividend yield mensal de 1,34%, considerando a cota patrimonial do período.
Com o novo rendimento, o fundo acumula 17,13% de retorno em dividendos nos últimos 12 meses. Na taxa anualizada, o indicador chega a 17,37%, segundo os dados divulgados pelo fundo.
Além da distribuição, o EXES11 encerrou julho com R$ 0,07 por cota em reserva de lucros. O montante tem como objetivo ajudar a manter a regularidade dos pagamentos mesmo em períodos de eventual oscilação dos resultados.
A estratégia tem se refletido na estabilidade dos proventos. O fundo distribuiu R$ 0,13 por cota todos os meses nos últimos 19 meses, mantendo o mesmo nível de rendimento ao longo do período.
Em julho, o resultado líquido do EXES11 foi de R$ 1,99 milhão, contribuindo para a manutenção do patamar de distribuição. A gestão também avançou na alocação da carteira e na análise de novas operações de crédito imobiliário.
EXES11 amplia investimentos e avalia novas operações de crédito
Durante o mês, o EXES11 realizou investimentos adicionais em três operações de CRI: CRI Acoi, CRI Persa – Spot Smart e CRI Persa Piatra. Os movimentos ampliam a exposição do fundo ao crédito imobiliário e fazem parte da estratégia de construção da carteira.
Ao mesmo tempo, a gestão iniciou a due diligence de uma terceira operação, identificada como CRI C. O ativo tem como finalidade financiar a conclusão das obras de um empreendimento vertical e prevê remuneração de CDI + 5,50% ao ano, com volume de R$ 30 milhões.
Os outros dois CRIs que já estavam em processo de análise também envolvem financiamento para conclusão de obras. O primeiro prevê remuneração de CDI + 5% ao ano, com volume de R$ 22,5 milhões, enquanto o segundo tem retorno de IPCA + 12,25% ao ano, para uma operação de R$ 25,7 milhões.
Além dos ativos em due diligence, o fundo mantém um pipeline de operações em negociações avançadas. Entre elas estão dois CRIs voltados para incorporações residenciais, com volumes de R$ 50 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente, e remunerações de CDI + 5,50% e CDI + 4% ao ano.
Também estão no pipeline uma quota sênior de FII voltada ao segmento logístico, com volume de R$ 50 milhões e remuneração de IPCA + 9,50% ao ano, além de outro CRI de incorporação residencial de R$ 15 milhões, com retorno de CDI + 5,50% ao ano. A eventual concretização dessas operações, porém, ainda depende da conclusão das negociações e das análises realizadas pela gestão.
Oferta secundária de R$ 56 mi para ampliar base de cotistas
O EXES11 vai realizar uma oferta secundária de cotas de R$ 56 milhões, em uma estrutura pouco comum entre fundos imobiliários.
A operação prevê a venda de cotas já existentes, sem emissão de novos papéis, com o objetivo de ampliar a base de investidores e aumentar a liquidez do fundo no mercado secundário.
A oferta será realizada a R$ 9,50 por cota, valor que representa um desconto de 1,82% sobre o valor patrimonial do fundo. Como não haverá novas cotas, a operação também não provoca diluição dos atuais cotistas.
Na estrutura, um fundo que já possui participação no EXES11 colocará suas cotas à venda para novos investidores. Assim, os recursos da operação não irão para o caixa do EXES11 nem serão utilizados pela gestão para novas aquisições.
Segundo Artur Carneiro, CIO da Éxes, o modelo permite ampliar o acesso ao fundo sem alterar a carteira construída até agora.
“Uma oferta secundária é uma forma eficiente de democratizar o acesso ao fundo sem interferir no que já foi construído. O investidor novo entra com desconto, o cotista atual não é diluído e a carteira segue intacta, sem ter o risco temporal para a alocação do caixa captado”, afirmou.