BRCO11 ou BTLG11: qual o melhor FII de galpões? Veja comparativo

BRCO11 ou BTLG11: qual o melhor FII de galpões? Veja comparativo
BRCO11 ou BTLG11: qual o melhor FII de galpões? veja comparativo (Foto: Pexels/Ihsanaditya)

Os fundos imobiliários de galpões logísticos seguem entre os mais acompanhados pelos investidores da B3, impulsionados pelo crescimento do comércio eletrônico, pela expansão das operações de distribuição e pela demanda por imóveis próximos aos grandes centros consumidores. Dentro desse universo, dois nomes frequentemente aparecem nas carteiras e nas comparações dos investidores: BRCO11 (Bresco Logística) e BTLG11 (BTG Pactual Logística).

Embora ambos atuem no mesmo segmento, suas características operacionais, tamanho, liquidez e indicadores apresentam diferenças relevantes. A seguir, o Investidor confere uma comparação entre os principais números dos dois FIIs, sem estabelecer qual é o “melhor” investimento. O objetivo é apresentar os dados para que cada investidor faça sua própria avaliação, de acordo com sua estratégia.

BTLG11 administra patrimônio maior

Uma das diferenças mais evidentes entre os fundos está no tamanho do patrimônio. O BTLG11 possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 7,4 bilhões, enquanto o BRCO11 administra cerca de R$ 2,1 bilhões.

Esse porte maior também se reflete na base de investidores. Segundo os dados mais recentes das plataformas consultadas, o BTLG11 reúne mais cotistas que o BRCO11.

Fundos maiores podem ter maior capacidade para realizar aquisições, reciclar ativos e acessar diferentes fontes de financiamento. Ainda assim, esse fator, por si só, não representa maior rentabilidade para os cotistas.

BTLG11 negocia volume maior na Bolsa

Outro indicador observado pelos investidores é a liquidez diária, que representa o volume financeiro negociado das cotas na B3.

O BTLG11 movimenta aproximadamente R$ 9,26 milhões por dia, enquanto o BRCO11 registra cerca de R$ 5,28 milhões em negociações diárias.

Na prática, uma liquidez maior tende a facilitar a compra e a venda de cotas com menor impacto sobre o preço negociado.

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Dividend yield: indicadores próximos

Quando o assunto é distribuição de rendimentos, os dois FIIs apresentam desempenho bastante semelhante nos últimos 12 meses. Os indicadores mostram:

O rendimento mais recente também apresenta pequena diferença.

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Vale lembrar que os rendimentos distribuídos pelos FIIs podem variar ao longo do tempo em função da receita de aluguéis, da venda de ativos, de revisões contratuais e de outros fatores.

Preço em relação ao patrimônio

O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) mostra quanto o mercado está pagando pelas cotas em relação ao patrimônio contábil do fundo:

Em termos práticos, ambos negociam próximos do valor patrimonial, sendo que o BTLG11 apresenta um desconto um pouco maior em relação ao patrimônio líquido.

Desempenho das cotas no último ano

Outro indicador frequentemente acompanhado pelos investidores é a valorização das cotas. Nos últimos 12 meses, os dados apontam:

Esse indicador considera apenas a evolução do preço das cotas. Quando os dividendos são reinvestidos, a rentabilidade total do investimento pode ser diferente.

O que os dois fundos têm em comum?

Apesar das diferenças de porte, os dois FIIs compartilham diversas características.

Ambos pertencem ao segmento de galpões logísticos, investem predominantemente em imóveis destinados a operações industriais e centros de distribuição, possuem gestão ativa e buscam gerar renda recorrente por meio da locação de imóveis.

Os dois também estão entre os fundos logísticos de maior liquidez do mercado e figuram entre os FIIs mais negociados da B3.

Comparativo dos principais indicadores

IndicadorBRCO11BTLG11
Patrimônio líquidoR$ 2,1 bilhõesR$ 7,4 bilhões
Dividend Yield (12 meses)9,55%9,49%
Último rendimentoR$ 0,87R$ 0,81
P/VP0,990,94
Liquidez diáriaR$ 5,28 milhõesR$ 9,26 milhões
VacânciaDado não disponível2,1%
Variação da cota (12 meses)14,99%12,58%

A comparação mostra que BRCO11 e BTLG11 apresentam perfis semelhantes por atuarem no mesmo segmento, mas diferem em aspectos como patrimônio administrado, liquidez, vacância, valorização das cotas e preço em relação ao valor patrimonial.

Esses indicadores podem servir como ponto de partida para análises mais aprofundadas, que também costumam considerar fatores como qualidade dos imóveis, localização dos ativos, prazo dos contratos, perfil dos inquilinos, estratégia da gestão e perspectivas para o mercado logístico.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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