ALZR11 negocia quase R$ 4 milhões e dispara 2,25% em único pregão na semana
O fundo imobiliário ALZR11 chamou a atenção do mercado na sessão desta segunda-feira (29) ao encerrar o pregão com alta de 2,25%, cotado a R$ 10,00.
O movimento foi acompanhado por um salto na liquidez: o volume financeiro negociado alcançou R$ 3,9 milhões, bem acima da média diária de aproximadamente R$ 2,1 milhões registrada nos últimos 12 meses, indicando maior interesse dos investidores pelo fundo.

O desempenho também reforça a avanço das cotas ao longo do último ano. O ALZR11 acumula valorização de 6,6% em 12 meses, enquanto o dividend yield permanece na casa de 10,1%, segundo a status invest.
Resultado do ALZR11 supera distribuição e reforça reserva de lucros
O ALZR11 registrou em maio um resultado caixa de aproximadamente R$ 14,1 milhões, equivalente a R$ 0,0857 por cota, acima da distribuição efetiva de R$ 0,0836 por cota. Com isso, o fundo voltou a preservar parte dos ganhos e encerrou o período com uma reserva de lucros equivalente a R$ 0,032 por cota.
Segundo a gestão, os rendimentos recorrentes devem permanecer entre R$ 0,080 e R$ 0,082 por cota ao longo do primeiro semestre, considerando apenas receitas provenientes de aluguéis e aplicações financeiras, sem incorporar eventuais ganhos com venda de ativos.
Reajustes de contratos impulsionam geração de caixa
Entre os destaques operacionais do mês está o reajuste do aluguel do ativo Scala, corrigido pela inflação medida pelo IPCA, além do recebimento dos aluguéis proporcionais dos imóveis Fleury e Oscar Freire Office, que reforçaram as receitas do portfólio.
A estratégia segue concentrada em contratos de longo prazo e ativos considerados estratégicos nos segmentos logístico, corporativo e de varejo, utilizando os reajustes inflacionários como mecanismo de preservação da receita.
Caixa robusto amplia capacidade de investimentos
Ao fim de maio, o ALZR11 possuía aproximadamente R$ 412 milhões em caixa e aplicações financeiras, montante equivalente a 18% do patrimônio líquido.
No mesmo período, a relação entre obrigações futuras e patrimônio líquido caiu para 36%, fortalecendo a estrutura financeira do fundo e ampliando sua capacidade para novas alocações.