VRTA11 entrega yield de 1,16% e amplia carteira com R$ 25,4 mi em CRIs
O fundo imobiliário VRTA11 (Fator Verità) distribuiu R$ 0,85 por cota em julho, com um dividend yield mensal de 1,16% sobre a cotação de mercado de R$ 73,00.
Considerando o gross up de 15% de Imposto de Renda, o rendimento equivale a aproximadamente 113% do CDI, segundo a gestão.
O resultado gerado pelo fundo no mês foi de R$ 16,37 milhões, enquanto a distribuição manteve-se dentro da faixa esperada para o segundo semestre. Para os próximos meses, a gestão projeta proventos entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota, tomando o primeiro valor como referência.
Além dos dividendos, o VRTA11 encerrou julho com uma reserva de R$ 1,20 por cota, que poderá ser utilizada para complementar as distribuições e fazer frente a obrigações futuras. O fundo terminou o período com R$ 38,3 milhões em caixa, equivalente a 2,9% do patrimônio líquido.
A carteira também passou por novas movimentações durante o mês. O fundo adquiriu R$ 5,4 milhões do CRI Summus, com remuneração de IPCA + 11,50% ao ano, além de R$ 11 milhões do CRI Evoke – 3ª série, a CDI + 4,50% ao ano.
Outra aquisição foi de R$ 9 milhões do CRI Mampei Funada, com remuneração de CDI + 3,80% ao ano. Ao todo, as três novas alocações somaram R$ 25,4 milhões, reforçando a estratégia de reciclagem da carteira de recebíveis.
FII VRTA11 mantém caixa e mira novas oportunidades
O fundo ainda possui três operações em análise, que podem representar até R$ 70 milhões em novas alocações nos próximos meses. A gestão afirma que os recursos disponíveis em caixa serão direcionados ao pagamento dos dividendos e às oportunidades identificadas no pipeline.
Para financiar parte das movimentações, o VRTA11 também contratou R$ 22,5 milhões em uma operação de compromissada reversa, com remuneração de CDI + 0,90% ao ano e vencimento previsto para dezembro de 2026.
No mercado, a cota encerrou julho negociada a R$ 73,00, enquanto o valor patrimonial era de R$ 83,15. Com isso, o fundo apresentava P/VP de 0,88 vez, indicando desconto da cota em relação ao valor dos ativos da carteira.
CRIs do portfólio
A gestão destacou ainda que a maior parte dos CRIs permanece adimplente. Atualmente, alguns ativos possuem provisão para devedores duvidosos (PDD) e são acompanhados de forma mais próxima, mas o fundo mantém foco na recuperação dessas operações.
Entre os casos monitorados está o CRI relacionado à Via Varejo, diante do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia em agosto. Segundo a gestão, os pagamentos das parcelas de julho e agosto foram realizados normalmente e o CRI permanece adimplente. O fundo também destaca que as garantias imobiliárias possuem alienação fiduciária registrada e que o LTV atual é de 32,40%.