Lucro do HGRU11 salta 12,7% em março e gestão acelera plano de desalavancagem

Lucro do HGRU11 salta 12,7% em março e gestão acelera plano de desalavancagem
Lucro do HGRU11 salta 12,7% em março

O fundo imobiliário HGRU11 encerrou o mês de março com um resultado financeiro de R$ 19,653 milhões, cifra que representa um crescimento de 12,79% em comparação aos R$ 17,423 milhões reportados em fevereiro. 

O desempenho do HGRU11 foi gerado por receitas que totalizaram R$ 26,067 milhões, contra despesas de R$ 6,414 milhões no período. 

Esse resultado permitiu que o fundo imobiliário HGRU11 efetuasse o pagamento de R$ 0,95 por cota em dividendos no dia 15 de abril, mantendo-se alinhado às projeções de rendimentos estabelecidas no relatório de dezembro de 2025.

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Dois eventos não recorrentes específicos impacataram o resultado do mês. O primeiro foi um ajuste na data de repasse do excedente de alguns CRIs, o que gerou oscilações tanto nas receitas de locação quanto nas despesas financeiras. 

O segundo impacto veio da venda de cotas do GARE11, que gerou um resultado negativo de R$ 0,06 por cota para o FII HGRU11.

Gestão de portfólio, vacância e desalavancagem do HGRU11

Essa movimentação veio com o objetivo de reciclagem do portfólio para substituir ativos de custo médio elevado, trazendo liquidez imediata com baixo impacto no resultado global.

O fundo manteve sua vacância física em apenas 0,8%, sem registro de entrada ou saída de locatários no intervalo. A gestão atuou ativamente na atualização de contratos, realizando reajustes que incluíram 30.340 m² de Área Bruta Locável (ABL).

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O time de gestão também segue focado em desinvestimentos, com atenção especial ao portfólio de lojas da Pernambucanas. O objetivo é realizar vendas acima do valor patrimonial para demonstrar o potencial de valorização dos ativos e aumentar a distribuição de rendimentos do HGRU11 aos cotistas.

Em relação à saúde financeira, o HGRU11 opera atualmente com uma alavancagem de 5,6%, nível considerado saudável para suportar o crescimento sem trazer problemas a estrutura de capital. 

Existe um passivo total de R$ 301 milhões oriundo de aquisições imobiliárias, sendo que R$ 59 milhões vencem nos próximos 12 meses. 

Para quitar esse montante de curto prazo, o fundo HGRU11 conta com recursos alocados em CRIs, renda fixa e outros FIIs. A expectativa é que a desalavancagem seja contínua, atingindo 5,0% no início de 2027 e mantendo uma curva de redução progressiva nos anos seguintes.

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