HGRU11 vê lucro saltar 12% e vacância permanece quase zerada; veja os números
O fundo imobiliário HGRU11 apurou R$ 20,754 milhões em resultado distribuível no mês de maio, cifra 12% maior que a registrada no mês anterior. O desempenho veio de uma receita total de R$ 26,536 milhões, parcialmente compensada por despesas de R$ 5,782 milhões.
Em termos unitários, o fundo HGRU11 gerou R$ 1,14 por cota em receita e R$ 0,89 por cota em resultado distribuível.
Parte desse desempenho foi favorecida por um evento não recorrente, que foi a venda de duas lojas Pernambucanas, que adicionou R$ 0,09 por cota ao resultado do período.
As vendas estão em linha com uma estratégia já observada em transações anteriores do fundo imobiliário HGRU11. As operações foram realizadas com TIR média ponderada de 27% e prêmio médio de 29% sobre os valores indicados nos laudos patrimoniais.
Nos últimos 12 meses, a média de distribuição foi de R$ 1,04 por cota. Ao longo desse intervalo, os rendimentos oscilaram entre R$ 0,95, valor recorrente na maior parte dos meses, R$ 1,55 em junho de 2025 e R$ 1,45 em dezembro de 2025.
Com esse histórico, o dividend yield anualizado terminou maio em 8,8%, tanto na comparação com a cota patrimonial quanto em relação à cota de fechamento frente aos dividendos do HGRU11.
HGRU11 mantém vacância baixa e portfólio diversificado
A operação dos imóveis permaneceu estável em maio. O FII HGRU11 não teve entrada ou saída de locatários no período, e a vacância física encerrou o mês em 0,8%. Também não houve reajustes contratuais.
A alavancagem financeira estava em 5,5%, nível utilizado pela gestão para sustentar a expansão da carteira sem pressionar a estrutura de capital. A expectativa é que esse percentual recue para 5,1% até o fim de 2026, com redução gradual nos anos seguintes.
O passivo relacionado à aquisição de imóveis soma R$ 298 milhões. Desse total, R$ 96 milhões têm vencimento no curto prazo, apoiados pela posição do fundo em FIIs, renda fixa e CRIs.
A carteira imobiliária do fundo HGRU11 é formada por 98 ativos, espalhados por 14 estados, com mais de 590 mil metros quadrados de ABL. O portfólio mantém baixo histórico de vacância e é complementado por uma alocação estratégica em seis fundos imobiliários.
Entre os FIIs investidos, os destaques são o FCFL11, ligado a um empreendimento educacional locado ao Insper, e o TVRI11, complexo de varejo cuja locação é predominantemente feita ao Assaí.
A composição da receita por tipo de locatário mostra maior peso do varejo alimentício, responsável por 55% do total. O setor educacional representa 25%, seguido pelo varejo de vestuário, com 17%, e por outros segmentos, com 3%.
Entre os principais inquilinos, Carrefour responde por 24% da receita contratada, Assaí por 23%, Pernambucanas por 17% e YDUQS por 13%. A carteira também tem predominância de contratos atípicos, que equivalem a 81% do total, enquanto os contratos típicos representam 19%.
Quase toda a carteira tem reajuste pelo IPCA, indexador presente em 99% dos contratos. Pela ótica do valor patrimonial, os maiores blocos são varejo alimentício em São Paulo, com 24%, outros quinze ativos, com 21%, e varejo de vestuário em São Paulo, com 15%.
Na análise por receita contratada, o varejo alimentício em São Paulo também lidera, com 27%. Depois aparecem os demais ativos, com 23%, e o varejo de vestuário em São Paulo, com 12%.
Na B3, HGRU11 recuou 1,2% em maio, queda menor que a do IFIX, que cedeu 1,3%, mas abaixo do CDI bruto, que avançou 1,1%. No acumulado de 2026, o fundo sobe 7,4%, superando o IFIX, que tem alta de 2,7%. Desde o início, o retorno acumulado é de 179,1%, equivalente a 14,2% ao ano, acima do IFIX, com 80,6%, e do CDI bruto, com 98,6%.