LVBI11 tem vacância abaixo de 1% e revisa projeção de dividendos
O fundo imobiliário LVBI11 apurou R$ 12,402 milhões de resultado distribuível em julho, um recuo na comparação com junho. A conta partiu de R$ 15,054 milhões em receitas, descontados R$ 2,651 milhões de despesas.
Por cota, foram R$ 0,93 de receita e R$ 0,77 de resultado, este puxado para baixo por um item pontual, que foi a taxa de comercialização das locações da Ollie Cosméticos e da WGL, que custou R$ 0,02 por cota.
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Aos cotistas, o fundo pagou R$ 0,75 por cota em 7 de agosto de 2026, sendo que esses dividendos do LVBI11 são isentos de Imposto de Renda.
A R$ 102,98, cotação de mercado de referência, esse rendimento equivale a 0,73% ao mês, ou 8,7% ao ano, caindo para 7,5% quando medido sobre a cota patrimonial de R$ 120,39.
Para o segundo semestre, a gestão elevou o guidance a R$ 0,80 por cota, acompanhando o avanço de 6,4% nos rendimentos do HGLG11, ajuste que busca manter a equidade entre cotistas na consolidação dos fundos de logística do Pátria.
Os rendimentos do LVBI11 ficam livres de Imposto de Renda para a pessoa física dentro das condições da legislação.
O fundo imobiliário LVBI11 fechou julho com R$ 1,941 bilhão de patrimônio líquido, contra um valor de mercado de R$ 1.659,9 milhões, relação que resulta em P/VP de 0,86x.
A liquidez veio de um volume médio diário de R$ 2,9 milhões, com a base de cotistas praticamente parada em torno de 124,4 mil investidores.
A carteira de galpões do LVBI11
O portfólio concentra cerca de 97% dos ativos em imóveis, já contando o ativo SBC, detido via FII, com os 3% restantes divididos entre cotas de FII e caixa.
São dez ativos em quatro estados, que somam 517.860 metros quadrados de ABL, 38 locatários e WALE de 3,7 anos.
Avaliado a mercado, o portfólio do FII LVBI11 vale em média R$ 2.553 por metro quadrado, com aluguel médio de R$ 29,0 após os reajustes aplicados a 131.764 metros quadrados de ABL no mês.
A qualidade dos ativos aparece na predominância da classe A, com 95% da carteira, ante 5% de classe B.
Na ponta dos inquilinos, o e-commerce lidera com 26% da receita, seguido por logística (16%), automobilística (14%), varejo, bebidas e alimentício (10% cada), bens de capital (4%) e outros (10%).
Individualmente, destacam-se Scania (14%), DHL (11%), Ambev e Amazon (10% cada) e Magazine Luiza (9%). Os contratos se dividem em 69% típicos e 31% atípicos, com 80% da receita atrelada ao IPCA e 20% ao IGP-M.
O FII fechou o mês com vacância física de 0,4% e financeira de 0,3%. No mês, o fundo LVBI11 locou 1.761 metros quadrados no ativo Itapevi para a Medilar, com entrada em agosto.
O fundo carrega apenas o passivo do ativo Aratu, com saldo devedor de R$ 10 milhões, ou 0,5% do patrimônio, vencimento em maio de 2032 e taxa de IPCA + 1,4% ao ano.
Como a dívida está na SPE, a participação do fundo em juros e amortização é honrada por aportes mensais no veículo, dentro da estrutura financeira do LVBI11.