O Fundo de Investimento Imobiliário Mogno Fundo de Fundos (MGFF11), administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM, divulgou nesta quarta-feira (18) o seu relatório gerencial do mês de março, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

Sobre o panorama do mercado, o gestor do Mogno Fundo de Fundos reitera que “os juros longos dos EUA mantiveram trajetória de alta com o acelerado ritmo de vacinação e aprovação de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão no país”.

Outro ponto abordado pelo MGFF11 é que as melhores perspectivas de crescimento também tiveram influência para a performance da bolsa de valores nos EUA e do dólar, o que resultou em uma desvalorização das moedas emergentes. Destaca-se que aqui no Brasil, a “campanha de vacinação ganhou força, mas seguem as restrições à circulação com o sistema de saúde ainda pressionado”, disse o fundo.

Enquanto isso, o segmento de shoppings pode apresentar piora dos resultados no curto prazo uma vez que ainda existem restrições. A distribuição de lajes corporativas, por exemplo, segue estabilizada, com a contínua desvalorização resultando em yields de entrada cada vez mais atrativos em relação aos últimos anos.

Sobre os possíveis impactos no mercado de fundos imobiliários com o aumento da Selic, o gestor do MGFF11 diz que, “além do efeito geral sobre todos os fundos imobiliários, dado que o investidor sempre compara a rentabilidade dos ativos com a taxa básica de juros, a mudança na Selic também tem impacto de acordo com exposições específicas de cada fundo”.

Portfólio do Mogno Fundo de Fundos

O MGFF11 fez algumas movimentações relevantes no portfólio ao longo do mês. As três principais compras do mês do fundo foram no segmento de recebíveis, a saber:

  1. CPTS11: R$ 35 milhões via Oferta 476.
  2. MXRF11: R$ 16 milhões no secundário e R$ 4 milhões na oferta 476.
  3. HGCR11 R$ 11 milhões no secundário.

Além disso, as maiores vendas do Mogno Fundo de Fundos foram:

  • CPTS11: R$ 23 milhões;
  • BTGL11: R$ 12 milhões;
  • TRXF11: R$ 11 milhões.

O Mogno Fundo de Fundos lembra que o IFIX terminou o mês de março em queda de 1,38%, enquanto o Ibovespa teve alta de 6,00%. Um ponto levantado foi que os recebíveis foram praticamente os únicos ganhadores do mês, com os outros segmentos contribuindo de maneira negativa de forma distribuída.

Por segmento, o MGFF11 tem maior alocação em:

  • Corporativo - 27%;
  • Recebíveis - 19%;
  • Shoppings - 16%;
  • Logístico - 16%;
  • Renda Urbana - 9%.

Por estratégia, 49% da alocação do Mogno Fundo de Fundos se dá por ganho de capital. Enquanto isso, 46% estão em renda e caixa e equivalentes representam 5%. Na composição detalhada na carteira, a maior posição é o BRCR11, com 7,8%.

Resultados e rendimentos do MGFF11

O dividendo do MGFF11 referente ao mês foi de R$ 0,65 por cota, representando um yield anualizado de 9,18%. Já o retorno mensal total foi negativo em 2,90%, contra um resultado do IFIX também negativo de 1,38% em março.

Além disso, a variação da cota do Mogno Fundo de Fundos no mercado, somado ao dividendo distribuído, renderam negativamente 2,60% no mês. O volume médio diário negociado foi de R$ 1,90 milhões no mês.

Os rendimentos do MGFF11 no mês de março foram de R$ 3,717 milhões e o ganho de capital de R$ 2,738 milhões. Já as despesas totalizaram cerca de R$ 743 mil. Considerando em tudo isso o CDI, liquidez e os ajustes, o resultado de março para o fundo foi de R$ 5,762 milhões.

Com início em 27 de março de 2018, o objetivo do Mogno Fundo de Fundos é auferir rendimentos e ganhos de capital na aquisição de Fundos de Investimento Imobiliários (FII) e também de outros ativos ligados ao mercado imobiliário.

O patrimônio líquido do MGFF11 ao final do mês resultou em R$ 772,43 milhões, enquanto o número de cotistas foi de 51.317. O valor da cota patrimonial terminou em R$ 85,34 e o número de cotas emitidas em 9.050.620.