MXRF11 anuncia início de emissão de cotas para captar até R$ 1 bilhão

MXRF11 anuncia início de emissão de cotas para captar até R$ 1 bilhão
MXRF11 anuncia início de emissão de cotas para captar até R$ 1 bilhão (Foto: Pexels/Harry Shum)

O MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário) anunciou o início de sua 12ª emissão de cotas, uma oferta pública que poderá movimentar cerca de R$ 1 bilhão.

O registro da operação foi concedido automaticamente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última sexta-feira (19), marcando mais uma captação do fundo imobiliário, atualmente o maior FII da B3 em número de cotistas — atualmente, são 1,46 milhão de investidores.

A nova emissão prevê preço de R$ 9,37 por cota, além dos custos de distribuição previstos na oferta. O montante inicial da oferta é de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Avanço do patrimônio e da carteira

A oferta acontece após um período de crescimento do MXRF11. Segundo dados divulgados pela gestão referentes ao primeiro trimestre de 2026, o fundo encerrou março com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4,32 bilhões e uma carteira composta por 89 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), principal classe de ativos do portfólio.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Ao final de março, a carteira de CRIs possuía valor de mercado de R$ 3,25 bilhões. A estratégia do fundo permanece concentrada no segmento de crédito imobiliário, que representa a maior parcela de sua alocação patrimonial.

Nos últimos meses, a gestão também promoveu movimentações na carteira. Em abril, o fundo realizou vendas parciais de posições em diferentes CRIs, registrando ganho de capital de R$ 2,4 milhões. No mesmo período, ampliou posições em novas operações de crédito e em fundos imobiliários.

Resultado e dividendos em destaque

A nova emissão ocorre após o MXRF11 registrar seu maior resultado mensal de 2026 até então. Em abril, o fundo apurou lucro de R$ 46,3 milhões, sustentado por receitas de R$ 49,8 milhões e despesas de R$ 3,4 milhões.

Com base nesse desempenho, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota aos investidores.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

A composição da carteira também mostra forte concentração em ativos indexados à inflação. Cerca de 90% dos CRIs do fundo estão atrelados ao IPCA, enquanto a maior exposição setorial permanece no segmento residencial.

Emissão reforça capacidade de alocação

Em fundos imobiliários de papel, novas emissões de cotas são utilizadas para ampliar a capacidade de investimento do veículo, permitindo a aquisição de novos ativos compatíveis com sua estratégia.

No caso do MXRF11, o documento da oferta não detalha quais ativos poderão ser adquiridos com os recursos captados.

Com patrimônio bilionário, posição entre os principais componentes do IFIX e a maior base de cotistas da indústria de fundos imobiliários, o MXRF11 chega à sua 12ª emissão de cotas em um momento de forte relevância no mercado brasileiro de FIIs.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

notícias relacionadas últimas notícias