Por dentro do BRCO11: o portfólio que sustenta as recomendações de grandes bancos

Por dentro do BRCO11: o portfólio que sustenta as recomendações de grandes bancos
Por dentro do BRCO11: o portfólio que sustenta as recomendações de grandes bancos (Foto: Pexels Burak Akmanoglu)

O fundo imobiliário Bresco Logística apareceu em quatro das nove carteiras recomendadas de junho. Santander, XP, Itaú BBA e BTG Pactual mantiveram o veículo entre as escolhas do mês — repetindo maio. Para explicar essa constância, analistas sugerem observar a composição do portfólio e os indicadores operacionais do fundo.

O portfólio reúne 14 propriedades logísticas distribuídas por São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A área bruta locável totaliza 591 mil m², com participação integral do fundo em todos os ativos.

Em abril, o fundo elevou os dividendos para R$ 0,95 por cota, o maior patamar em dez meses. No mês, o dividend yield ficou em 0,80% considerando a cotação de fechamento do período.

No acumulado de 2026, a distribuição atingiu R$ 4,61 por cota até junho, frente a R$ 4,35 no mesmo intervalo de 2025.

H2: Analistas reforçam qualidade do portfólio do BRCO11

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Treze dos 14 imóveis são classificados como A+, padrão de especificações voltado a operações logísticas de grande porte, segundo as casas de análise.

O estado de São Paulo concentra 51% das receitas, com 23% advindas de empreendimentos localizados em um raio de 25 km da capital, de acordo com levantamento do Santander.

Para o Itaú BBA, a concentração geográfica favorece a tese pela maior liquidez do mercado locatício na região, o que tende a sustentar ocupação e preços.

A exposição a ativos last mile é um dos principais pilares da tese. XP e Itaú BBA apontam que 71% da receita do fundo provém desse tipo de ativo. A receita anual estabilizada contratada ultrapassa R$ 210 milhões, reforçando previsibilidade de fluxo.

H2: Contratos do fundo: prazo longo, reajuste pelo IPCA

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Segundo a XP, 60,7% dos vencimentos contratuais ocorrem a partir de 2030. O Santander indica que 85% dos contratos expiram após 2028. O prazo médio remanescente é de 4,8 anos, conforme o Itaú BBA.

Do total, 37% dos contratos são atípicos, o que amplia a proteção contra rescisões antecipadas. Ainda de acordo com o Itaú BBA, 99% dos contratos têm reajuste atrelado ao IPCA.

A qualidade de crédito dos inquilinos também é destacada. O Santander aponta que 77% das receitas vêm de empresas com rating AAA ou AA, enquanto o Itaú BBA utiliza o percentual de 81% para caracterizar o perfil do portfólio de locatários.

Entre os maiores locatários estão Natura (15% da receita), Mercado Livre (11%), Whirlpool (10%), GPA (8%), Magazine Luiza (7%), Azul (6%) e BRF (5%). Mais de 35 empresas compõem os 32% restantes da base de inquilinos.

O BTG Pactual incluiu o fundo com peso de 4,5% em sua carteira recomendada. O banco destaca dividend yield anualizado de 9,6%, retorno de 19,2% nos últimos 12 meses e P/VPA de 1,02x. A instituição também ressalta a liquidez das cotas no mercado secundário como diferencial frente a pares do segmento.

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Lembrando que esta matéria sobre o fundo não é recomendação de investimento.

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